Defesa pode pedir transferência de Bruno para a Grande BH

Advogado do goleiro, Tiago Lenoir, disse que a intenção é trazer Bruno para mais perto de sua família enquanto a Justiça decide sobre a autorização para trabalho externo; ele negou a informação sobre troca dos defensores

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Deputados esperam que goleiro apresente provas de sua relação com a juíza suspeita de pedir dinheiro para soltá-lo
ALEX DE JESUS -22.7.2010
Deputados esperam que goleiro apresente provas de sua relação com a juíza suspeita de pedir dinheiro para soltá-lo

Os advogados de Bruno Fernandes, preso em Francisco Sá, no Norte de Minas, desde junho deste ano, estão analisando a possibilidade de pedir que o goleiro seja transferido de volta para uma penitenciária na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo um dos advogados de Bruno, Tiago Lenoir, a intenção é trazê-lo para mais perto de sua família até que a Justiça decida sobre a saída do goleiro da prisão para trabalhar.

“Ele confia no nosso trabalho e pediu para fazermos o melhor para ele”, disse o advogado, que negou a informação de que o goleiro teria substituído os advogados que o defendem. Além de Lenoir, Francisco e Wallace Simim atuam no caso.

Segundo o advogado, a defesa continuará tentando na Justiça a autorização para que Bruno realize trabalho externo. Lenoir afirmou, ainda, que os defensores do goleiro se reuniram com o presidente do Montes Claros Futebol Clube nesta quinta-feira (6) e que o contrato com o jogador está mantido.

Em junho deste ano, Bruno foi transferido do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, para Francisco Sá, no Norte de Minas, depois de assinar um contrato de cinco anos com o Montes Claros Futebol Clube.

Como Bruno cumpre pena em regime fechado - ele foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza Samudio - , os advogados dele foram à Justiça solicitar autorização para que o goleiro pudesse realizar trabalho externo, no entanto, os pedidos foram negados.

A contratação

Em fevereiro deste ano, quando o contrato foi firmado, Bruno teria se emocionado ao assinar os papéis para se tornar goleiro do time mineiro. A defesa dele acreditava que conseguiria a permissão da Justiça para que o atleta saísse da prisão para jogar, visto que esta prerrogativa acontece para estudantes que saem escoltados da cadeia, mesmo em regime fechado.

No entanto, nessa terça-feira (4), o pedido de saída do goleiro para trabalhar foi negado pela segunda vez. Em junho deste ano, o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções da comarca de Contagem, negou a primeira solicitação, quando Bruno ainda estava no Complexo Penitenciário Nelson Hungria.

O juiz considerou, na época, que não havia condições para que Bruno deixasse a penitenciária das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira e também nos finais de semana em que ocorrerem jogos oficiais. Isso porque a sede do time sequer era na comarca onde ele estava detido.

Além disso, ainda segundo o magistrado, para o trabalho externo a lei prevê a necessidade da adoção de medidas de segurança para impedir fugas ou indisciplinas, o que geraria a necessidade de providenciar escoltas diárias para o acompanhamento do goleiro ao trabalho.

Condenação

Bruno foi condenado no fim de 2012 a 22 anos e 3 meses de prisão, por ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio, cujo o corpo nunca foi encontrado. O crime foi descoberto e começou a ser divulgado pela imprensa nacional durante a Copa do Mundo de 2010, sediada pela África do Sul.

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