Thiago Lacerda retorna à telinha como um adorável mau-caráter

Acostumado a interpretar mocinhos, ator volta à telinha da Globo para viver Marcos, o antagonista sem nenhum escrúpulo de ‘Alto Astral’

iG Minas Gerais | CAIO LÍRIO |

Thiago Lacerda vive o mau-caráter Marcos, o vilão de “Alto Astral”, nova novela das sete
LUCIANO VICIONI / TV GLOBO
Thiago Lacerda vive o mau-caráter Marcos, o vilão de “Alto Astral”, nova novela das sete
Depois de vivenciar o apaixonado sindicalista Toni, na novela das seis “Joia Rara” (2013), Thiago Lacerda retorna à telinha. Desta vez, o ator de 36 anos se despe do papel de bom moço – que tanto fez sucesso em sua carreira – e veste a máscara do mau-caráter Marcos, o vilão de “Alto Astral”, nova novela das sete, que estreou nesta semana na Globo.   Na trama de Daniel Ortiz, Marcos vai disputar o amor da mocinha Laura (Nathalia Dill) com o irmão sensitivo e paranormal Caíque (Sérgio Guizé). Apesar de ser um talentoso cirurgião, o antagonista não tem nenhum escrúpulo e é capaz até de enganar seus pacientes com diagnósticos falsos só para que aceitem fazer cirurgias caríssimas.   Seu sonho é que Caíque perca sua parte no hospital da família, pois só aí se livraria para sempre do incômodo irmão. Em entrevista à revista SuperTV, Thiago contou mais sobre as características do personagem e como é retornar à posição de vilão depois de tantos heróis no currículo.   Como foi a preparação para viver o Marcos? Acho que está tudo no texto. O trabalho foi em cima de algo que foi muito bem escrito. O personagem é muito bem pensado. Eu e o Jorginho (Fernando) conversamos bastante antes de começar a trabalhar, além de ter o auxílio da preparadora de elenco Andréia Cavalcanti. No decorrer dos anos, o ator vai abrindo as gavetas dos personagens que já vivenciou e isso também serve de referência para outros trabalhos.   Você é o grande vilão da novela. Como é isso? Eu tenho um pouco de medo de classificá-lo como vilão. Acho que as coisas vão além disso, são mais complexas. Ele é o antagonista, tem dificuldade de lidar com as pessoas por conta de questões afetivas – o fato de ter sido adotado e não ter encarado bem a adoção do irmão, por exemplo. O Marcos é uma figura complicada, eu diria.   Mas ele será capaz de cometer muitas maldades... Ele não é um arquétipo, não é mau pura e simplesmente. Acho que o Marcos é um cara como outro qualquer, mas que possui um desvio moral e ético. Ele considera as relações de acordo com seus próprios interesses.   O fato de ele ser um médico faz suas ações pesarem ainda mais? Se você parar para pensar que os médicos precisam ter uma conduta ética muito firme, talvez sim, mas não acredito que a profissão defina isso. Pesa mais do ponto de vista humano da coisa, independentemente da profissão.    O último antagonista que você viveu na telinha foi na novela “América”, em 2005. É mais interessante para o ator retornar a essa posição depois de interpretar tantos mocinhos? É divertido. Eu adoro viver os mocinhos, adoro os heróis épicos e românticos, até porque minha carreira é feita deles. Mas, do ponto de vista do ator, é maravilhoso brincar de ser muitas coisas. É muito legal você investigar uma natureza diferente da sua e contar a história sob uma ótica com que normalmente você não está habituado. Esse é um dos motivos que me levaram a aceitar fazer a novela. É a chance de brincar com algo que não podemos ser.   Ele pode enveredar para o aspecto cômico, que é o grande mote criativo da novela? Acho que não (risos)! O Marcos não é cômico, nem dramático, ele é trágico! Mas acaba que o exercício da crueldade pode, sim, enveredar para o lado cômico, até porque estamos trabalhando com Jorge Fernando, não é mesmo?! E o que ele faz de melhor está na comédia. Ele imprime muito esse timing cômico nos seus trabalhos e pede que o elenco acompanhe essa sintonia.   A novela trata do sobrenatural. Você acredita na temática proposta pela trama?  Eu acredito muito nessas questões espíritas e respeito, acima de tudo. Já o Marcos não (risos). A proposta da novela é muito mais se divertir com essa questão dos espíritos que propriamente falar sério sobre o tema, apesar de ser respeitoso o tratamento dado por Daniel Ortiz e  Jorge Fernando.   Você tem outros projetos em paralelo à novela? Não dá para fazer nada na vida quando se está gravando uma novela. Eu tenho três filhos e esposa. Não dá para pensar em outros trabalhos enquanto isso acontece. Tenho um projeto de um espetáculo de teatro que ficou para o ano que vem em função da rotina corrida que é uma novela.  

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