Para governo, não há risco "nenhum" de racionamento de energia em 2015

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, a previsão dada pelos institutos de meteorologia mostram que, neste ano, as chuvas devem ficar na média histórica ou acima dela no mês de novembro

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O governo negou nesta quinta-feira (6) que exista qualquer risco de racionamento de energia no país. De acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ainda que o risco de desabastecimento calculado pelo CNPE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) tenha sido elevado na quarta-feira ao patamar máximo tolerado, de 5%, isso não representa uma falta potencial de energia para o próximo ano.

"Não há risco nenhum de deficit. A tolerância de 5% não é igual ao IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação]", disse. "O índice que está ali é excelente. É preciso esperar o fim de abril, que é o período chuvoso, para recalcular o risco real", acrescentou.

Segundo o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, a previsão dada pelos institutos de meteorologia mostram que, neste ano, as chuvas devem ficar na média histórica ou acima dela no mês de novembro, com mais intensidade nos principais reservatórios dos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

"E se der 5,2% ou 6% de risco, isso não significa que haverá racionamento, porque racionamento se faz em função da previsão de que não virá a água que você precisa", acrescentou.

"Eu sempre digo que um programa de economia de desperdício de energia é muito bom para todos nós. Isso não depende de haver pouca ou muita chuva ou se os níveis estarão baixos ou altos. Mas racionamento de energia é uma decretação do governo e isso só é feito quando não há mais recurso nenhum para atender a carga."

O diretor, porém, destacou que as usinas térmicas, mais caras, devem continuar ligadas para garantir segurança ao sistema. Ele admitiu que esse uso é mais caro para o consumidor.

"Caro é. Custo da térmica é assim mesmo. Na escassez você tem que usar térmicas. Mas se houver chuvas acima da média a gente pode, pelo menos, desligar as mais caras, movidas a óleo, por exemplo."