Presidente da TIM nega acordo sobre venda da operadora

Mercado acredita que companhia será fatiada entre Oi, Vivo e Claro

iG Minas Gerais |

Sem conversa. Presidente da TIM, Rodrigo Abreu (esq.), diz que não há qualquer tipo de negociação
Plinio Maffucci/tim
Sem conversa. Presidente da TIM, Rodrigo Abreu (esq.), diz que não há qualquer tipo de negociação

Brasília. Diante de constantes rumores sobre a venda da TIM Participações, o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, afirmou nesta quarta, em reunião com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre, que “não existe nenhum tipo de conversa, negociação, acordo e nada, o que existe é especulação.” Sobre reportagens afirmando que as operadoras Oi, Vivo e Claro teriam fechado oferta de compra da TIM, Abreu declarou que vê com “preocupação” a veiculação desse tipo de informação.

Uma das possibilidades aventadas pelo mercado é a divisão da TIM entre Oi, Claro e Vivo/Telefônica. Nesta quarta, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o governo não irá alimentar as especulações sobre o fatiamento da TIM. Ele disse ainda que conversou com dirigentes das empresas e nenhum confirmou acordo de compra. “Um negócio desse porte precisa ter transparência e o governo não está no ramo de corretagem de empresas de telecomunicações”, completou Bernardo.

Procon. Preocupado com um possível fatiamento, o Procon-SP vai solicitar esclarecimentos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Na avaliação do diretor executivo do órgão, Alexandre Modonezi, não pode haver nenhum tipo de ônus aos usuários. “É importante destacar que os clientes são a parte mais afetada neste tipo de negócio. O Procon-SP ficará atento para garantir a prestação de serviços e também os direitos já adquiridos pelos consumidores”, afirmou.

Interesse da Oi

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings afirmou que a potencial venda da Portugal Telecom (PT) pode ser positiva para a Oi, pois injetaria capital para fortalecer o caixa para investimentos, inclusive a compra da TIM Participações no Brasil.

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