Dona de imóvel acusa PROS de dar o calote

Proprietária afirma que partido deve R$ 28.958,66 e cheque da legenda voltou por insuficiência de assinatura

iG Minas Gerais | Lucas Ragazzi * |

Imóvel localizado na avenida Amazonas é alvo de polêmicas
Google Street View/Reprodução
Imóvel localizado na avenida Amazonas é alvo de polêmicas
Uma residência localizada na avenida Amazonas, altura do bairro Barroca, vem sendo motivo de confusão entre uma mulher e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Sandra Rocha, proprietária da casa, acusa o partido de estelionato, pois a sigla, além de não ter pago as contas de água, energia e IPTU, teria ainda enviado um cheque com informações erradas e insuficientes como pagamento na rescisão contratual. O contrato de aluguel, assinado diretamente pelo presidente do partido, o deputado federal Ademir Camilo, foi feito em novembro do ano passado e previa uma duração de dois anos e meio. A casa, de estilo colonial, passou a servir como sede da sigla. Antes bege, foi estilizada com as cores laranja e azul para melhor se identificar com o partido. Menos de um ano depois, no início de outubro, o partido decidiu deixar o local e rescindir o contrato. Entretanto, a proprietária da casa alega que a dívida deixada pelo PROS ainda não foi paga, incluindo os valores do IPTU, da Copasa e Cemig, além de três meses de aluguel que estão pendentes. Sandra Rocha afirma, ainda, que o período em que sigla ficou instalada deixou a residência "destruída". “A casa tem 20 cômodos e, para ser restaurada totalmente, teríamos que gastar um valor de aproximadamente R$ 60 mil” diz. Procurada pelo Aparte, a assessoria de Ademir Camilo, presidente do PROS, confirma que atrasos no pagamento aconteceram, mas que a pendência “já foi toda quitada”. A versão difere do que Sandra conta. De acordo com ela, Camilo e outros dirigentes do PROS chegaram a entregar um cheque no valor de R$ 28 mil – que cobriria os gastos do aluguel, da rescisão, das contas atrasadas e de multas pelo atraso. No entanto, ao chegar no banco para receber a quantia, o documento foi dado como inválido e acabou sendo devolvido pelo Banco do Brasil com um carimbo que destaca o 'motivo 22'. Segundo o Banco Central, o motivo 22 se refere à “divergência ou insuficiência de assinaturas”. No caso, o cheque havia sido assinado apenas por Ademir Camilo, mas, por pertencer a um partido político, deveria também conter a rubrica do tesoureiro do PROS. A cena se arrasta desde outubro. A irmã de Sandra, Sônia Rocha, afirma, ainda, que parentes da proprietária da casa estão sendo ameaçados através de ligações. “Eles falam pra convencerem a Sandra a esquecer a história. Ligam até pro trabalho dos parentes dela”, relata. Ainda de acordo com a mulher, um Boletim de Ocorrência chegou a ser feito. O Aparte obteve os documentos assinados por Sandra e pelo PROS, além do cheque de Ademir Camilo, no valor de R$ 28.958,66 (veja acima). Retornado, o título financeiro apresenta ainda erros de escrita, com o valor sendo escrito como “Vinte e oito mil reais novecentos e cinquenta reais”. Procurado, o diretório do PROS não respondeu às ligações. * Com supervisão de Ricardo Corrêa

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