Ex-diretor de agência antidrogas vira réu por tráfico de efedrina

José Ramón Granero, foi processado criminalmente pelo desvio de cerca de 41 toneladas de efedrina que entraram no país entre 2004 e 2008; a mesma droga tirou Diego Maradona de sua última Copa, em 1994

iG Minas Gerais | Da Redação |

O antigo secretário da agência antidrogas da Argentina, José Ramón Granero, foi processado criminalmente nesta quarta-feira (5) por um caso de desvio de cerca de 41 toneladas de efedrina que entraram no país entre 2004 e 2008. A agência antidrogas, a Sedronar, que hoje é comandada por um padre, não teria controlado a entrada da efedrina -droga que tirou o jogador Diego Maradona de sua última Copa, em 1994- é usada como base para sintetizar substâncias ilegais.

O uso legal da efedrina é para remédios para gripe e descongestionante nasal. Mas a Justiça estima que a necessidade anual do país é de cerca de 156 quilos, e entre 2004 e 2008 entraram no país 40,97 toneladas da substância. Granero é réu por não controlar a entrada de efedrina. A agência que ele comandou entre 2004 e 2011 era responsável por isso. Além dele, Gabriel Abboud e Julio De Orué , outros dois ex-funcionários precisam responder processo criminal por "participar no delito de ter introduzido ao país matérias-primas destinadas a fabricação de estupefacientes".

A juíza encarregada do processo, María Servini de Cubría, não descarta processar outras pessoas que estariam envolvidas em importação e comercialização de efedrina ou substâncias derivadas dela.

O réu, Granero, foi governador do Estado de Santa Cruz, onde os Kirchner começaram a carreira política. Ele dirigia a Sedronar como um órgão de vigilância e combate às drogas, e o atual secretário, o padre Juan Carlos Molina, adota uma diretriz de apoio aos dependentes e já deu declarações favoráveis a descriminalização do uso de drogas.

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