Após três anos de espera, corpo de mineira morta no Rio chega a BH

O corpo da estudante de administração Grazielle Marques Silva, chegou a Belo Horizonte nessa terça, após uma série de burocracias enfrentadas pela família

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

ALMG foi acionada
ALISSON GONTIJO
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A angustia de um pai que, há três anos, tenta trazer os restos mortais de sua filha para Minas Gerais e enterrá-la em Belo Horizonte chegou ao fim nessa terça-feira (4). Em março de 2011, o técnico de máquina gráfica Alexandre Jorge da Silva, de 48 anos, foi informado que a filha havia sido encontrado morta com duas facadas na rodovia Rio-Santos, na cidade de Itaguaí, no Rio de Janeiro. O corpo da estudante de administração Grazielle Marques Silva, de 20 anos, chegou a Belo Horizonte nessa terça, após uma série de burocracias enfrentadas pela família.

Há mais de três anos e meio, a estudante permanecia enterrada como indigente na cidade de Santa Cruz. A filha de Silva tinha ido para o Rio encontrar o namorado Cleiton Fernandes Côrtes, de 23 anos, também encontrado morto na mesma data, com dois tiros. O caso permanece até hoje sem solução.

Grazielle foi enterrada como indigente porque houve um defeito na geladeira do IML do Rio de Janeiro. Por isso, a jovem foi enterrada quatro dias após sua morte, sem identificação.

Por uma iniciativa privada, o pai conseguiu trazer para a capital mineira os restos mortais da filha. "Em junho, consegui autorização da Justiça para realizar o traslado. Na época, uma funerária de BH me procurou e se comprometeu em me ajudar a trazer os restos mortais sem ter que pagar nada. No entanto, como já se passaram quase três meses, eu e a família conseguimos pagar uma outra funerária" explicou Silva.

Na época, o pai da estudante disse ter tentado auxilio do governo no processo de transferência dos restos mortais, porém, não teve ajuda. "Eu tentei com o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos de Belo Horizonte, mas sei que não depende dos funcionários. Há um processo a ser seguido e infelizmente não consegui ajuda", expôs.

"Graças a Deus consegui trazer minha filha com a ajuda de pessoas que, assim como eu, não tem condições, no entanto, estão mais dispostas", encerrou.

A estudante será sepultada às 16 desta quinta-feira (6), no cemitério Cemitério da Paz, na região Noroeste de Belo Horizonte. "Após a liberação do corpo, comprei o jazigo para que minha filha fosse enterrada com dignidade", encerrou Silva.

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