Atacante Adriano chega ao Rio após ser denunciado por tráfico

Jogador estava na França e voltou ao Brasil nesta quarta-feira

iG Minas Gerais | Folhapress |

Adriano, em viagem para a França, para acertar detalhes com o Le Havre, na última semana
Reprodução/ Facebook
Adriano, em viagem para a França, para acertar detalhes com o Le Havre, na última semana

Um dia após ser denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio sob acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico, o atacante Adriano, 32, retornou ao Rio nesta quarta (5).

O jogador estava na França, onde tenta retomar a carreira no Le Havre, time da segunda divisão do futebol francês. Os promotores pediram o recolhimento do passaporte dele. Segundo a assessoria de imprensa de Adriano, ele está em casa e ainda não recebeu a denúncia, que será avaliada pela 29ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

A Justiça então decidirá se aceitará ou não denúncia feita pelos promotores Homero das Neves e Alexandre Murilo Graça. Somente após a Justiça aceitar a denúncia, o processo contra Adriano seria aberto.A denúncia diz que, em 2008, Marcos José de Oliveira comprou duas motocicletas com os documentos e o cartão de crédito de Adriano numa agência em Vicente de Carvalho, zona norte do Rio.

Uma das motos foi colocada no nome de Marlene Pereira de Souza, mãe de Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, chefe do tráfico na Chatuba, no Complexo do Alemão, na zona norte.

As motos foram levadas para a Vila Cruzeiro, favela que também fica na zona norte, e lá foram usadas para as atividades dos traficantes, inclusive por Oliveira. Souza Paz e Oliveira também foram denunciados pelo Ministério Público.

Em nota, os advogados de Adriano, Raphael Mattos e Ary Bergher, dizem que "a denúncia oferecida pelo Ministério Público não encontra qualquer respaldo legal/probatório, no inquérito policial". "O certo é que o senhor Adriano não foi indiciado na mencionada investigação, havendo claro excesso acusatório", conclui a nota.

Os advogados dizem que Adriano foi vítima no caso. Segundo os advogados, a moto, que lhe pertencia, foi vendida por terceiros sem sua autorização, e sua assinatura, falsificada. Ainda de acordo com ela, Adriano registrou o ocorrido numa delegacia à época.

"Quanto ao pedido de apreensão do passaporte, trata-se de pleito descabido, sem qualquer fundamento idôneo e que busca violar seu direito constitucional ao trabalho", acrescenta a nota.

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