Defesa de Vargas adia sessão da CCJ que discutiria cassação

Deputado conseguiu adiar pelo segundo dia consecutivo a análise de seu caso na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 Alvo de um processo de cassação, o deputado André Vargas (sem partido- PR) conseguiu adiar pelo segundo dia consecutivo a análise de seu caso na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A defesa entrou com um recurso alegando que não poderia comparecer à reunião devido a um compromisso pré-agendado de outro cliente em Belo Horizonte.

O presidente da comissão, deputado Vicente Cândido (PT-SP), acolheu o pedido sob o argumento de que é preciso assegurar durante todo o processo o amplo direito de defesa. Essa é a quinta vez que a análise do processo do ex-petista é adiada pela comissão. O processo deve voltar a ser discutido na próxima terça-feira (11).

Vargas responde ao processo por quebra de decoro parlamentar devido ao seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef em dois episódios: um voo em um jatinho emprestado pelo doleiro e o suposto uso de influência do parlamentar junto ao Ministério da Saúde para viabilizar um contrato da Labogen com o órgão para a formalização de um contrato de R$ 35 milhões para produção de medicamentos.

O parlamentar tem intensificado suas ações para tentar adiar a votação de seu caso até o fim das atividades da Câmara neste ano. A estratégia é evitar que, com a cassação, ele seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fique inelegível por oito anos.

A CCJ analisa um recurso do congressista contra decisão do Conselho de Ética que aprovou no dia 20 de agosto, por unanimidade, sua cassação.

O deputado José Mentor (PT-SP) defendeu nesta terça-feira (4) que a CCJ mande o processo de perda de mandato de Vargas de volta ao Conselho de Ética, a fim de que "seja corrigido".

Mentor apresentou à comissão um voto em separado, ou seja, um relatório alternativo ao do relator do recurso na CCJ, deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ). Na semana passada Zveiter apresentou parecer em que considerou corretos todos os procedimentos seguidos pelo conselho.

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