Ministro do PMDB defende Eduardo Cunha para presidência da Câmara

Garibaldi Alves (PMDB-RN), defendeu nesta quarta-feira (5) a candidatura do deputado federal e disse haver condições de obter o apoio do PT na disputa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Eduardo Cunha foi eleito com mais de 200 mil votos.
Valter Campanato/Agência Brasil Eduardo Cunha
Eduardo Cunha foi eleito com mais de 200 mil votos.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB-RN), defendeu nesta quarta-feira (5) a candidatura do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara e disse haver condições de obter o apoio do PT na disputa.

A candidatura de Cunha desagrada ao Palácio do Planalto e ao PT, por ele ter adotado postura contrária aos interesses do governo federal diversas vezes durante sua atuação como líder do PMDB na Câmara, mas já começa a ganhar corpo. O PT ainda discute qual será seu posicionamento nas eleições para a Presidência da Câmara.

"Sou [a favor], eu acho que o Eduardo Cunha tem condições de ocupar a Presidência, a bancada está unida em torno desse projeto, ele é o líder, e eu acho que tem condições de pleitear", comentou o ministro.

Questionado se seria possível ter o apoio do PT na disputa, ele respondeu: "Aí só o PT pode dizer, eu acho que tem, dentro dessa perspectiva otimista que eu abri, não sei se vocês estão me achando otimista demais, eu acho que tem".

Garibaldi Alves participou na manhã desta quarta-feira (5) de reunião do conselho político do PMDB, junto a outras autoridades do partido. Questionado, ele afirmou não ter recebido ainda nenhum convite da presidente Dilma Rousseff (PT) para permanecer no ministério.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que apaziguou os ânimos dos correligionários durante jantar para cerca de 200 pessoas oferecido nesta terça-feira (4) no Palácio do Jaburu, sua residência oficial. "Acho que nós já apaziguamos ontem", afirmou, sem dar detalhes sobre o evento.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu que é preciso "sentar, conversar, organizar as coisas" entre a aliança da legenda com o governo federal.

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