'Nanicos' se unem por temer a reforma política

Partidos com menos de cinco parlamentares querem tomar posições conjuntas para sobreviver

iG Minas Gerais | Do Aparte |

Medida foi tomada para assegurar eventual devolução aos cofres públicos
RONALDO SILVEIRA - 12.3.2012
Medida foi tomada para assegurar eventual devolução aos cofres públicos
O bloco que está sendo gestado por PHS, PSL, PSDC, PRTB, PMN, PTC, PTN, PRP, PEN e PTdoB tem no horizonte a preocupação com a reforma política. São legendas que possuem menos de cinco deputados cada, mas que, juntas, terão uma bancada de 24 parlamentares, maior que partidos importantes como o DEM. Entre os motivos para a união, de acordo com o deputado mineiro Luis Tibé (PTdoB) está o temor de que as discussões prejudiquem legendas menores. O G10 promete votar sempre em bloco e ainda não definiu se será governo ou oposição. Nas palavras de José Maria Eymael, presidente do PSDC, o grupo será independente. "A ideia é ter mais voz no Congresso, até mesmo nessa discussão da reforma política. É uma questão da sobrevivência. E não é só na cláusula de barreira. Há muitos temas que precisamos discutir na reforma para garantir nossa preservação", diz Luis Tibé. De acordo com ele, o fato de o grupo ser composto por 23 novos deputados - apenas ele terá passado por uma reeleição - justifica ainda mais essa união. "Até por experiência na Câmara, sabemos que os novos deputados participam pouco do processo. Por isso estamos alinhando, formando um bloco. A força aumenta", explica. O bloco ainda conversa com PROS e PRB, o que pode fazer com que a bancada cresça significativamente. O grupo promete tomar posições conjuntas na maioria das votações, incluindo a disputa pela Presidência da Câmara. Hoje, Eduardo Cunha (PMDB) está colocado como candidato. O PT também deve ter um nome e há uma negociação de partidos oposicionistas para lançar uma terceira via. O G10 ainda não decidiu para onde vai. "Ainda estamos vendo a situação. Acho que os ânimos estão exaltados no pós-eleição, por conta das disputas locais em que o PT não entrou ao lado do PMDB, mas com o tempo acho que eles vão se unir e não haverá essa disputa na base pelo comando da Câmara", avalia.

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