Republicanos saem na frente na apuração para o Senado dos EUA

Mais importante conquista dos republicanos foi na Virgínia Ocidental, onde a então deputada Shelley Capito ocupará o assento deixado pelo democrata Jay Rockefeller

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Partido Republicano saiu na frente nas eleições para o Senado americano, segundo as primeiras projeções divulgadas pela rede CNN, por volta das 22h30 (hora de Brasília) desta terça-feira (4). A oposição havia conquistado até então quatro dos 36 assentos em jogo na casa.

A mais importante conquista dos republicanos foi na Virgínia Ocidental, onde a então deputada Shelley Capito ocupará o assento deixado pelo democrata Jay Rockefeller. Atualmente, os democratas controlam o Senado e os republicanos, a Câmara. Para conquistar a maioria no Senado, os republicanos precisam obter 21 dos 36 assentos em disputa nesta eleição. Na última segunda-feira (3), um levantamento do site Real Clear Politics mostrava que pelo menos 17 dos 36 assentos deveriam ir para os republicanos e pelo menos 11 para os democratas.

Oito Estados mantinham uma disputa acirrada: Alasca, Carolina do Norte, Colorado, Geórgia, Iowa, Kansas, Lousiana e New Hampshire. Como esperado, a oposição levou a vaga do Senado no Kentucky e os dois assentos em disputa na Carolina do Sul -um deles, uma votação excepcional.

O republicano Mitch McConnell, 72, líder da minoria no Senado desde 2007, foi reeleito no Kentucky, segundo a CNN. Seu correligionário Lindsey Graham, senador desde 2003, levou novamente o posto na Carolina do Sul.

O republicano Tim Scott, por sua vez, foi eleito após substituir, em 2013, o senador Jim DeMint, que renunciou ao cargo para assumir a Fundação Heritage. O mandato de DeMint só terminaria em 2017, mas uma votação especial foi convocada para este ano para confirmar o nome de Scott.

A cada dois anos, os EUA renovam um terço de seu Senado, que possui cem assentos, e toda a sua Câmara, com 435 cadeiras. A disputa pelo controle do Senado pode se estender até janeiro. Em dois Estados, Georgia e Louisiana, é possível que nenhum dos candidatos supere os 50% (em ambos, há um terceiro candidato), forçando um segundo turno entre democratas e republicanos no início de 2015.

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