PT pede que militância 'arme-se com argumentos' contra atos anti-Dilma

Partido afirma que os adversários dos petistas são "representantes do atraso" e "verdadeiros fantasmas do passado"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O PT convocou em sua página no Facebook nesta terça-feira (4) seus seguidores nas redes sociais para "rebater" manifestantes que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em publicação intitulada "Militância, às armas", o partido afirma que os adversários dos petistas são "representantes do atraso" e "verdadeiros fantasmas do passado". "A vitória de Dilma Rousseff revelou o desespero de setores que insistem em ignorar a vontade da população demonstrada nas urnas", diz a mensagem.

"Eles tentam criar um terceiro turno da disputa eleitoral ao suscitarem sandices como intervenção militar e até o impeachment da presidenta", acrescenta.

O informativo do PT afirma ainda que as armas que os militantes virtuais devem usar são "argumentos" contra "a ignorância nas redes e nas ruas". A imagem publicada pelo partido faz referência a aparelhos de comunicação como computadores, tablets, megafones e celulares.

Mais protestos

Novos eventos de pedido de impeachment da presidente Dilma foram marcados nas redes sociais para o feriado de Proclamação da República, no dia 15, em São Paulo, no Rio e em Brasília. O evento está sendo convocado por dois grupos.

Um deles é puxado pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e por Paulo Batista, que foi candidato a deputado estadual pelo PRP. O outro é organizado pelo empresário Marcello Reis. Ambos dizem não ser responsáveis pelos pedidos de intervenção militar na última manifestação. "Lógico que tem um grupo que quer intervenção militar, mas não somos um deles", afirmou.

No sábado (1º), cerca de 2.500 pessoas se reuniram na avenida Paulista, no centro de São Paulo, para protestar contra o resultado das eleições. Eles pediam, além da deposição da presidente, auditoria nas urnas eletrônicas e investigação das denúncias de corrupção na Petrobras.

Uma parte do movimento também fez coro por intervenção militar, o que causou um racha no protesto. Durante o protesto no sábado, o escrivão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro, citou ações da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para justificar o motivo de estar armado em manifestação contra Dilma. "Eu acho que São Paulo não é cidade segura para um policial andar desarmado", afirmou à reportagem na segunda-feira (3). "Muitos policiais morrem fora de serviço", completou.

Plebiscito

Na noite desta terça, movimentos sociais que apoiaram a candidatura de Dilma agendaram mobilização na avenida Paulista e em mais quatro Estados. Eles pedem que o governo elabore um plebiscito para a convocação de uma Assembleia Constituinte para realizar uma reforma política.

A manifestação é puxada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), o coletivo cultural Fora do Eixo e os grupos de militância CMP (Central de Movimentos Populares), Consulta Popular e Levante Popular da Juventude.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave