Após tumulto, Galo informa que avisou Hemominas da campanha

Assessoria da Fundação disse que foi pega de surpresa com grande quantidade de torcedores que apareceu para doação de sangue

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A iniciativa do Clube Atlético Mineiro de incentivar a doação de sangue por meio de campanha resultou em tumulto nesta segunda-feira nos postos da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas) Pela campanha, os primeiros mil torcedores que doassem sangue e apresentassem o comprovante receberiam em troca um ingresso para semifinal da Copa do Brasil. Entretanto, o grande número de doadores em busca de uma cadeira no jogo extrapolou a capacidade do centro, que é de 400 pessoas por dia, o que gerou superlotação e longa fila de espera.

A ação foi amplamente divulgada pelas mídias. Os ingressos são para a entrada do setor superior vermelho do duelo contra o Flamengo, no Mineirão, que vale vaga na decisão da Copa do Brasil. “O foco da campanha foi fazer um bem para a sociedade , já que têm tantas pessoas que precisam de doação”, comentou o assessor de clube, Domenico Bhering.

Ele disse que recebeu informações da diretoria de que a campanha seria realizada e acredita que os centros de doação tenham sido avisados. A assessoria de comunicação do Hemominas, no entanto, disse ter sido pega de surpresa pela iniciativa, e que recebeu muito mais do que a capacidade que poderiam, o que prejudicou a qualidade do atendimento.

Ainda segundo informações da assessoria do Galo, alguns torcedores chegaram ao local de madrugada, às 4h da manhã, e às 9h já não era mais possível atender as demandas. “Mas todos o que foram ao local puderam pegar o comprovante de comparecimento, mesmo sem ter sido atendimento, para trocar pelo ingresso”, explicou o assessor do Atlético.

De acordo com a fundação, é preciso seguir algumas recomendações para a realização de campanhas como essa. Não ser em um período curto de tempo, agendar as doações e não ser dado nada em troco são algumas delas. No regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), uma lei federal diz que a doação de sangue tem que ser “voluntária, altruísta e não remunerada direta ou indiretamente”, ou seja, não se pode doar sangue em troca de um benefício.

Para o Atlético, o saldo da campanha foi positivo, pois muitas pessoas compareceram e receberam o incetivo para continuar a praticar o ato solidário. Devido a grande repercussão da inicativa, clube soltou uma nota no final da manhã de ontem para que os torcedores não comparecerem mais, já que todos os 1000 teriam sido distribuídos.

O torcedor Stefeno Sahewles, de 31 anos, chegou cedo ao Hemocentro, às 6h, e conseguiu garantir uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. “Foi uma motivação a mais para doar sangue. Já doe outras vezes, mas fazei tempo que não ia. No local, recebi informações importante sobre a saúde, o que tornou a iniciativa muito gratificante. Agora, estou com o ingresso em mãos”, conta.

*Com supervisão de Leandro Cabido

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