MPF e grupo da UFMG cobram mais estudos

Em informe publicitário, a Prefeitura de Morro do Pilar ressalta que a cidade quer o desenvolvimento e oportunidades

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação, em julho deste ano, pedindo mais estudos antes da liberação da licença da mina do projeto da Manabi, em Morro do Pilar. No documento, o MPF recomenda que a Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural (Iphan) e Incra sejam formalmente consultados e apresentem estudos sobre os impactos do projeto da Manabi em comunidades tradicionais em Morro do Pilar.  

“Nossa terra é herança de família, que vive aqui há 70 anos. Não queremos sair”, afirma Maria Dalva Ferreira, moradora de Carioca.

“Os moradores são comunidades tradicionais, caracterizadas por um modo de fazer e viver altamente dependente dos recursos naturais, com alto grau de parentesco”, afirma a coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta/UFMG), Andréa Zhouri.

Em informe publicitário, a Prefeitura de Morro do Pilar ressalta que a cidade quer o desenvolvimento e oportunidades. “O destino da sua gente deve ser traçado pelos morrenses, e não por outras pessoas que usam o discurso ‘salvar Morro do Pilar das garras da mineração’ (...) queremos dizer a essas pessoas que o Morro do Pilar não precisa ser ‘salvo’”, diz o informe. 

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