Superprojeto está a todo vapor

Empresa diz que operação é chance para melhorar o relacionamento com comunidades

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Herança: 
Castellari diz que Anglo teve que corrigir problemas da MMX, a primeira dona do projeto
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Herança: Castellari diz que Anglo teve que corrigir problemas da MMX, a primeira dona do projeto

Com o primeiro embarque realizado há dez dias e outros dois previstos para dezembro, o projeto Minas-Rio, que inclui o maior mineroduto do mundo, está em pleno funcionamento. A mineradora Anglo American, dona do empreendimento, enxerga na fase de operação a chance para melhorar a relação com as comunidades afetadas. “Existe um momento muito duro, de muito impacto, e esse momento já passou. Agora, outras coisas começam a acontecer”, diz o presidente da Unidade de Negócio de Minério de Ferro Brasil, Paulo Castellari.  

O diretor de desenvolvimento sustentável, Pedro Borrego, acrescenta que, com a redução do número de empregados terceirizados, será mais fácil levar a filosofia da Anglo American à operação. No pico da obra, o projeto chegou a ter 20 mil empregados contratados por cerca de cem empresas terceirizadas. A fase de operação terá cerca de 5.000 empregados, sendo metade diretos e metade indiretos.

“A dificuldade de administrar todos os contratados é muito grande. A fase de operação será a oportunidade para corrigir isso. Agora, as comunidades vão começar a entender o empreendimento como um projeto Anglo American”, afirma.

O Minas-Rio vai produzir 560 mil toneladas neste ano, das quais 240 mil serão embarcadas até dezembro. O restante será enviado para a China e Oriente Médio, os dois destinos da produção, a partir de 2015. No ano que vem, a produção deve ficar entre 11 milhões e 14 milhões de toneladas.

A partir de 2016, o complexo deve atingir sua capacidade máxima, que é de 26,5 milhões de toneladas por ano. A expansão que pode dobrar a capacidade, que estava prevista desde o início, não deve ser tratada antes de 2018, afirma Paulo Castellari.

Até lá, a prioridade é funcionar “de forma segura e responsável” e consolidar a operação.

O Minas-Rio vai produzir minério a um custo entre US$ 33 e US$ 35 por tonelada, valor considerado adequado para enfrentar a atual situação de mercado, com preços e demanda em queda. O custo do transporte pelo mineroduto, que já está nessa conta, é de US$ 2 por tonelada. Se a produção fosse escoada por uma ferrovia, o valor seria de US$ 10 a US$ 15 por tonelada. O mineroduto passa por 32 cidades em 529 Km.

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