Diferentes bordados são usados

bola da felicidade surgiu em 2013 e é rica em simbologia

iG Minas Gerais | Ana Elizabeth Diniz |

Alunas exibem orgulhosas suas histórias pessoais bordadas
Tereza Barreto/divulgação
Alunas exibem orgulhosas suas histórias pessoais bordadas

A A vivência com a bola da felicidade extrapolou a Unicamp, onde Tereza Barreto ministra oficinas para diversos grupos, inclusive pacientes soropositivos, e conquistou outros Estados.

“No meu trabalho, a bola da felicidade não pode ser comercializada. Esse é um trabalho holístico, intuitivo. A pessoa só pode bordar para si ou para dar para uma pessoa que goste muito ou que precisa perdoar”, diz.

A bola da felicidade surgiu em 2013 e é rica em simbologia. “As pessoas levam mais que um bordado, pois criei um trabalho em que elas podem se reconstruir e isso é um divisor de águas na vida delas. Trabalhamos o próprio conceito de felicidade de cada um, como ela vê a felicidade no mundo, nas diversas culturas, nas relações pessoais. Passamos pela jornada existencial que começa no útero, nascimento, corte de cordão umbilical, relação com a mãe, primeiros passos, primeiros amigos”, explica a artista.

Além das cores, o trabalho de autoconhecimento utiliza diferentes técnicas de bordado, como ponto areia, ponto atrás, ponto corrente, cada qual amarrando uma fase da vida”, explica Tereza.

E nessa construção pessoal, bordando uma bola de meia, as pessoas vivenciam situações inusitadas. “Há quem transpire tanto que é preciso iniciar uma nova bola, há os que derramam sangue. Flores, animais, santos de devoção, natureza, são os principais desenhos que surgem. Durante a confecção da bola, a pessoa vai percorrendo as diferentes fases e idades do seu percurso de vida, a fim de redescobrir-se”, ensina a artista. 

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