Jingle ‘Ey-Ey-Eymael’ não tocará nunca mais

Folclórico presidenciável decidiu que não irá mais se candidatar a cargos públicos

iG Minas Gerais | Do Aparte |

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O jingle mais famoso das eleições no Brasil deixará de ser tocado de dois em dois ou de quatro em quatro anos. Jose Maria Eymael, candidato a presidente por três vezes, não irá mais colocar seu nome à disposição para qualquer cargo público. A revelação foi feita pelo próprio comandante da democracia cristã em conversa com o Aparte. Eymael, que completou 75 anos ontem e comemorou como autêntico gaúcho, fazendo um churrasco, diz que sua missão já foi concluída. “Eu me sinto realizado, valeu a vida por ter sido duas vezes parlamentar. Agora não serei mais candidato a nenhum cargo. Vou poder me dedicar mais aos companheiros pelo Brasil”, disse. Segundo o folclórico presidenciável, o objetivo do PSDC nessas eleições era eleger ao menos um deputado federal. Assim, de acordo com a legislação eleitoral, passaria a ter direito de ver seus candidatos em todos os debates realizados pela televisão. O partido acabou conseguindo eleger dois parlamentares ao Congresso e espera que, com isso, possa atrair mais nomes para a legenda nas disputas municipais. “Tínhamos dificuldade de conseguir nomes para disputar pelo partido justamente por conta da ausência nos debates”, diz. Ao despedir-se das candidaturas, Eymael lembra a dificuldade de reerguer o partido no país, após duas “tragédias” que se abateram sobre a legenda, ainda sob o nome de PDC, na avaliação dele. A primeira foi o encerramento do partido compulsoriamente com o golpe militar de 1964. A segunda, a fusão com o PDS de Paulo Maluf em 13 de abril de 1993: “Ali a democracia cristã foi destruída”.  “Refundamos o partido em 1995 e participei desse processo de fortalecimento. Agora encerrei meu ciclo. Não que eu vá abandonar o partido, mas candidato não serei mais”.   Democracia Perguntado pelo Aparte o que tem achado das manifestações pelo país, que pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e até mesmo a intervenção militar, José Maria Eymael resumiu que não é mais hora para isso. "As eleições terminaram. Todos nós temos o mesmo passado e agora vamos continuar construindo o mesmo futuro. Agora é hora de fazer o Brasil crescer. O que temos é que ficar vigilantes, contestar o que for feito errado pelo governo e aplaudir o que for certo", avaliou.      

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