Súmula de árbitro aponta agressores em batalha campal na Série D

O juiz goiano relatou que houve socos pelas costas, no rosto, chutes e ofensas de jogadores e integrantes da comissão técnica do Brasil de Pelotas e Londrina

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Após uma briga generalizada durante a partida entre Londrina e Brasil e de Pelotas, no último sábado (1), pelo jogo de volta da semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro, o árbitro da partida, Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, identificou os agressores durante o 2 a 2, no estádio do Café, no interior do Paraná.

A confusão começou quando o técnico do time gaúcho, Rogério Zimmerman, foi expulso. O treinador alega que foi atacado por pessoas ligadas ao adversário. Já o goleiro Eduardo Martini e o zagueiro Fernando Cardozo foram detidos acusados de agredirem o massagista e o mordomo do Londrina.

O primeiro, inclusive, foi retirado de campo por policiais. O massagista do Brasil, Paulo Sérgio Tatu, também foi levado à delegacia por utilizar um pedaço de ferro na briga, inicialmente confundido com um espeto de churrasco.

Na súmula divulgada nesta segunda-feira (3) pela CBF, o juiz goiano relatou que houve socos pelas costas, no rosto, chutes e ofensas de jogadores e integrantes da comissão técnica, além de objetos atirados no gramado.

No documento, Valadão enumerou oito pessoas envolvidas na confusão. Do lado do Brasil de Pelotas, o goleiro Eduardo Martini, um reserva não identificado por estar de colete, o auxiliar técnico do clube, Alex Lessa, o preparador físico João Beschomer e o massagista Paulo César. Já do lado do time da casa, o lateral esquerdo Allan Vieira, o técnico Cláudio Tencati e o fisioterapeuta Marcelo Rockenbach foram apontados.

Entre as principais agressões, o árbitro relatou que o goleiro Eduardo Martini, do Brasil de Pelotas, foi expulso por dar um soco no roupeiro do Londrina, Sidnei Schelian, conhecido como Chimbinha, segundo a súmula, enquanto ele estava caído no chão. Valadão também identificou que um jogador reserva foi o responsável por chutar o mesmo logo em seguida.

O árbitro também escreveu detalhes sobre um objeto atirado em campo pela torcida da equipe da casa, enquanto o camisa 10 do time de Pelotas, Márcio Hahn, recebia atendimento médico. "Foi arremessado um rádio portátil pequeno, caindo próximo ao assistente nº 2, médico do G. E. Brasil, o atleta acima e os maqueiros, vindo da arquibancada onde se encontrava a torcida do Londrina E. C, objeto que não atingiu ninguém", descreveu.

O profissional de arbitragem ainda destacou incidentes ocorridos antes da briga generalizada. De acordo com ele, um princípio de tumulto entre os atletas no fim do primeiro tempo exigiu reforço policial na etapa final.

Com o relato da confusão na súmula, há a possibilidade de a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) oferecer uma denúncia para analisar os fatos e os jogadores e clubes envolvidos. O órgão ainda se pronunciou sobre o caso. Na decisão da Série D, o Brasil de Pelotas enfrentará o Tombense, que eliminou o Confiança também no último final de semana.

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