Garota morre enforcada em tecidos acrobáticos de escola circense

Segundo a polícia, Agatha Nogueira de Sá Neves chegou a ser atendida por uma equipe do Samu, mas já estava sem vida

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma garota de 10 anos morreu enforcada na quinta-feira (30) em tecidos usados para atividades acrobáticas de uma escola circense de Caraguatatuba (173 km de São Paulo), no litoral norte. Segundo a polícia, Agatha Nogueira de Sá Neves chegou a ser atendida por uma equipe do Samu por volta das 18h30, mas já estava sem vida.

O projeto Circo Escola funciona na unidade da região central de Caraguá do Cide (Centro Integrado de Desenvolvimento Educacional), da prefeitura local.

Agatha já tinha sido aluna do projeto no ano passado, segunda a secretária municipal da Educação, Ana Lúcia Bilard. De acordo com a polícia, ela brincava nas tiras de pano do Circo Escola após ter assistido a uma apresentação do projeto, por volta das 14h, que fazia parte da Feira Literária de Caraguatatuba.

Como a menina é filha de uma funcionária do Cide, ela ficou no palco mesmo depois do encerramento da apresentação circense.

Os tecidos acrobáticos possuem duas pontas de longos panos suspensos, que possibilitam a realização de acrobacias aéreas.

Segundo a polícia, não foi possível encontrar testemunhas que viram Agatha brincando nos tecidos. A garota estudava até as 18h15 no Cide, que oferece aulas em período integral, incluindo atividades esportivas e culturais. Ela costuma permanecer na unidade até às 19h para retornar para casa com a mãe ou o padrasto, também funcionário da escola, localizada no bairro do Tinga, região central da cidade.

Em depoimento à polícia, a vice-diretora da unidade, Mariana Cristina Nereu, afirmou que as crianças não são autorizadas a permanecer na escola fora do horário de aula, mas que o caso de Agatha era excepcional, pelo fato de os pais dela trabalharem na instituição de ensino.

Segundo a escola informou à polícia, depois da apresentação da atividade circense, os tecidos acrobáticos ficaram presos no alto, sem acesso para os alunos. As duas faixas costumavam ficar acima de uma estrutura no fundo do palco, que tem cerca de dois metros de altura.

Em nota, a Prefeitura de Caraguatatuba disse que vai apurar o caso e se manifestar de forma conclusiva após as investigações. "A prefeitura comunica que está apresentando toda a assistência à família e à autoridade policial. Informa ainda que aguardará o resultado das investigações, bem como da sindicância interna, para pronunciamento conclusivo".

O velório da menina começou ainda durante a madrugada e o enterro está previsto para as 13h.

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