'Não precisa passar hidratante' e outros mitos sobre a pele oleosa

Especialista dá dicas sobre o cuidado com a pele em pessoas com oleosidade alta; ao contrário do que se pensa, lavar o rosto muitas vezes ao dia acaba aumentando sebo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No rosto, cremes ricos em ativos e com proteção solar são os mais indicados para manter a hidratação
Reprodução / Facebook
No rosto, cremes ricos em ativos e com proteção solar são os mais indicados para manter a hidratação

Cravos, espinhas, poros abertos e evidentes, brilho excessivo ao longo do dia. Esses são alguns dos problemas com os quais pessoas de pele oleosa precisam lidar diariamente. Mas, afinal, o que causa a oleosidade? Que tipo de sabonete usar? É preciso hidratar? A dermatologista Annia Cordeiro Lourenço, que mantém clínica de pele homônima em Curitiba, no Paraná, esclarece alguns mitos e verdades sobre a pele oleosa. Veja! Pele oleosa não precisa de hidratante. Mito. Pele oleosa não é sinônimo de pele hidratada. Ela pode ressecar e, por isso, ficar mais suscetível a infecções e irritações. “Quem tem pele oleosa também deve hidratar, preferindo produtos em gel e sem óleo em sua composição. Há hidratante próprios para esse tipo de pele que, além de hidratar, ajudam a diminuir a oleosidade e o brilho”, explica a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço. Lavar o rosto várias vezes ao dia ajuda a diminuir a oleosidade. Mito. A lavagem do rosto diminui a oleosidade da pele apenas se for feita com sabonete adequado e, no máximo, duas vezes ao dia. “Lavar o rosto muitas vezes ao dia acaba ressecando a pele e, como efeito rebote, aumenta a produção de sebo. É uma tentativa do organismo de proteger a pele que ficou seca”, comenta a dermatologista. Sabonete específicos para pele oleosa contém produtos que ajudam a controlar a oleosidade, como ácido salicílico. Pele oleosa tem mais tendência à acne. Verdade. Na pele oleosa, há uma produção elevada de sebo, que acaba se acumulando e obstruindo o poro. O resultado é a proliferação de bactérias causadoras da acne. “Os poros abertos e evidentes também são um dos resultados dessa obstrução causada pelo sebo. Ainda há outros fatores que podem deixar os poros evidentes, como o ressecamento, acúmulo de células mortas e a perda de colágeno e elastina”, explica. O uso de filtro solar aumenta a oleosidade. Em partes. O uso de um filtro solar adequado não irá aumentar a oleosidade da pele e é fundamental para manter a saúde e prevenir doenças graves, como o melanoma. “O dermatologista saberá indicar um protetor sem óleo que seja mais indicado para cada paciente. O filtro solar não deve nunca ser dispensado”, alerta Dra. Annia. Mas, segundo a especialista, o uso de qualquer produto pode aumentar a oleosidade, sim. “Hidratantes e filtros solares muito oleosos podem piorar a obstrução dos poros, agravando o quadro de acne. Deve-se optar por hidratantes e protetores solares oil free e não comedogênicos, em gel, sérum ou toque seco.” Quem tem pele oleosa não pode usar maquiagem. Mito. O uso de maquiagem pode aumentar a oleosidade da pele, mas existem diversos produtos que são indicados para pele oleosa. “Algumas maquiagens têm ingredientes eu até contribuem para o controle da oleosidade.” Uma vez oleosa, sempre oleosa. Mito. Ao longo da vida, a pele passa por muitas mudanças. Clima, idade, alterações hormonais são alguns dos fatores que podem tornar a pele mais ou menos oleosa. Por isso, a visita ao dermatologista deve ser periódica para que os tratamentos realizados sejam sempre revistos.

“Parte das pessoas têm redução da oleosidade após a adolescência, mas muitas persistem com oleosidade e devem continuar com produtos e cuidados específicos. Durante a gravidez a oleosidade pode melhorar ou piorar, depende da pessoa e é difícil prever. Após a menopausa pode haver redução da oleosidade por alterações hormonais.

Nas mulheres, alguns anticoncepcionais podem ser escolhidos especialmente para ajudar no controle da oleosidade e acne. Deve-se fazer uma escolha cautelosa com o ginecologista pois alguns hormônios podem piorar o quadro”, comenta a especialista.

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