Polícia de Israel mata suspeito de atirar em israelense em Jerusalém

Um site oficial do Hamas identificou o homem como Moataz Hejazi, 32, que passou 11 anos em uma prisão israelense e foi solto em 2012

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um palestino suspeito de ter atirado e ferido na quarta-feira (29) um ativista da direita israelense em Jerusalém morreu em ação policial nesta quinta-feira (30), anunciou a polícia.

"Unidades da polícia antiterrorista cercaram uma casa no bairro de Abu Tor e prenderam um suspeito da tentativa de homicídio de Yehuda Glick. Elas foram alvos de tiros imediatamente ao chegarem, responderam aos disparos e mataram o suspeito", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

Um site oficial do Hamas identificou o homem como Moataz Hejazi, 32, que passou 11 anos em uma prisão israelense e foi solto em 2012.

Glick, que é americano, ficou gravemente ferido devido aos tiros.

Ele foi alvejado em Jerusalém, na quarta-feira (29), enquanto deixava uma conferência para promover a campanha judaica para permitir orações em um local da Cidade Velha que é considerado sagrado por judeus e muçulmanos.

O estatuto da Esplanada das Mesquitas é motivo de tensão permanente. Os muçulmanos temem que o governo israelense autorize os judeus a rezar no local, o que não podem fazer até o momento. Eles suspeitam que tal permissão seria o primeiro passo para destruir as mesquitas, com o objetivo de construir o terceiro templo judaico.

Nesta quinta, Israel fechou o acesso ao local, gerando indignação do líder palestino Mahmud Abbas.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, voltou a negar na segunda-feira (27) o desejo de mudar o estatuto do local sagrado.

O premiê ordenou o envio de reforços policiais significativos a Jerusalém depois da tentativa de assassinato de Glick.

Helicópteros da polícia israelense sobrevoaram Jerusalém Oriental desde as primeiras horas desta quinta durante a busca pelo suspeito.

Abu Tor e o bairro vizinho de Silwan foram palco de confrontos noturnos entre palestinos e forças israelenses nos últimos meses, com as tensões mais elevadas devido à guerra de Gaza e a questão da Esplanada das Mesquitas.

Leia tudo sobre: ConflitoIsraelJerusalémHamasativistaação policial