Disputa por nanicos vale a supremacia na ALMG em 2015

Siglas possuem 30 deputados sem alinhamento ‘automático’

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Decidido. Gustavo Corrêa diz que o DEM vai cerrar fileiras com o PSDB na oposição ao novo governo
Sarah Torres/almg/divulgação - 28.10.2014
Decidido. Gustavo Corrêa diz que o DEM vai cerrar fileiras com o PSDB na oposição ao novo governo

Os deputados estaduais eleitos de partidos nanicos serão disputados pelos parlamentares da base e da oposição, na Assembleia Legislativa do Estado (AMG) na tentativa de conquistar maioria a partir do ano que vem com o governo de Fernando Pimentel (PT). A bancada governista já nasce maior do que a de oposição e a situação pode ficar ainda mais favorável se as conversas do PT com as siglas que formavam a base do governo tucano derem resultados positivos.  

Se levados em conta os partidos que coligaram ou declararam apoio a Pimentel, o número de parlamentares aliados, neste momento, chega a 26, contra 21 dos apoiadores do PSDB. E os nanicos de legendas como PTB, PSC, PEN, PSC somam 30 deputados. Ter maioria governista na ALMG facilita o trabalho do governador, principalmente em projetos polêmicos.

Lideranças de algumas legendas que estiveram ao lado dos tucanos nos últimos quatro anos admitem que existe a conversa de aproximação com os petistas, mas evitam cravar se vão mesmo “virar a casaca”. Nessa terça, em coletiva de imprensa, o presidente estadual do PT, deputado federal Odair Cunha, falou sobre a “negociação” com essas legendas. “Vamos dialogar com todos os partidos”, disse.

Além do PSDB, pelo menos com outro aliado não haverá conversa. Quem garante é o deputado estadual Gustavo Corrêa presidente do DEM de Minas. “Não há nenhuma chance de o DEM apoiar o Pimentel. Sabemos aceitar o resultado. A oposição já está cravada junto ao PSDB”, destacou.

De acordo com o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB), o clima agora é de “reconstrução”. “Estamos prontos para cumprir a nossa missão de oposição. Vamos fiscalizar e cobrar”, detalha. Segundo ele, uma reunião da bancada de oposição será marcada na semana que vem pelos tucanos, que, por enquanto, estão conversando com os dirigentes partidários para ver quem irá compôr com o PSDB.

Possibilidade. Legendas como o PR já deixaram o caminho livre para as negociações com a base de Pimentel. “Vamos ter uma reunião com o PT em breve. Acredito que é possível que nós conversemos”, afirma o deputado Léo Portela (PR). O partido em nível nacional apoia a presidente Dilma Rousseff (PT), mas no Estado era aliado do governador Antonio Anastasia (PSDB). Outro é o PDT, que decide nesta quinta em reunião o futuro da atuação na ALMG.

Tamanho da base e da oposição Apoio. A base do governador eleito Fernando Pimentel (PT), inicialmente, conta com os seguintes partidos e seus deputados, somando 26 parlamentares: PT com dez, PMDB também com dez, PCdoB com três, PROS com um e PRB com dois. Contrário. Já a oposição tende a ter, neste momento, as seguintes legendas, somando uma bancada de 21 deputados: PSDB com nove, DEM com dois, PPS com três, PP também com três e PSD com quatro parlamentares. Os nanicos terão na próxima legislatura 30 deputados.

Bastidores Lideranças de legendas que já estiveram ao lado do PSDB na ALMG afirmam que não foram procurados “formalmente” pelo PT ou pelo PMDB, mas que a conversa existe entre os deputados da Casa.

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