Disseminação do ebola na Libéria está diminuindo

Segundo a OMS, há uma redução de 25% de novos casos a cada semana no país, um dos mais atingidos

iG Minas Gerais |


Presidente de Serra Leoa disse que combate ao ebola exige mudança
Michael Duff
Presidente de Serra Leoa disse que combate ao ebola exige mudança

Dacar, Senegal. Os novos casos de ebola na Libéria estão diminuindo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta quarta. O número de pacientes nos centros de tratamento e de funerais de vítimas da doença caíram.

Segundo Bruce Aylward, assistente de direção geral da OMS, há uma redução de 25% a cada semana no país. “A epidemia (na Libéria) pode estar desacelerando”, disse Aylward, durante uma conferência em Genebra.

A redução é atribuída ao maior número de funerais seguros das vítimas do ebola, ao aumento de pessoas sendo isoladas e a grandes campanhas de como conter a transmissão do vírus.

Porém, a OMS alertou que a epidemia está longe do fim. Até o momento, mais de 13.700 pessoas foram contaminadas – a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa. Só na Libéria, o vírus atingiu mais de 6.300 pessoas.

Mudança. O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, alertou o país, na noite dessa terça, que a epidemia de ebola só será superada se os habitantes mudarem seu comportamento.

Em visitas a diversas áreas atingidas pelo vírus, o presidente disse que vários centros de tratamento estão sendo construídos pelo país, mas que a batalha contra a epidemia só será vencida se os conselhos de especialistas forem seguidos pelas pessoas. Dentre eles, evitar o contato físico com pessoas contaminadas, não lavar o corpo dos mortos e alertar imediatamente os centros de saúde em caso de novos pacientes.

Discussão. Autoridades de saúde de países americanos se reuniram em Havana, em Cuba, nesta quarta para discutir a resposta da América Latina contra o ebola.

O encontro faz parte de um esforço cubano contra a doença que inclui o envio de pelo menos 256 médicos e enfermeiros para a África Ocidental neste mês.

O ministro da Saúde cubano, Roberto Morales Ojeda, afirmou que mais de 200 delegados de 32 países foram enviados para participar da reunião.

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