Dólar alto beneficia indústria de carros no longo prazo, diz Anfavea

Segundo Luiz Moan, as vendas de Natal devem melhorar o desempenho do setor em 2014, mas ainda será um fim de ano pior do que o de 2013

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan, afirmou nesta quarta-feira (29) que a disparada do dólar aumenta os custos de produção de veículos no curto prazo, porém favorece a competitividade da indústria brasileira e as exportações no médio e longo prazo.

"O dólar [alto] tem dois efeitos: no curto prazo, ele aumenta nosso custo de produção, tendo em vista a importação de peças e componentes. No longo e médio prazo, estimula a competitividade e possibilita exportações."

Moan esteve na manhã desta quarta com o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland. Segundo ele, foi uma reunião sobre conjuntura e avaliação das vendas, que neste ano crescem a um ritmo inferior a 2013.

O setor vive queda no ritmo de produção e vendas, e tem apostado em estratégias mais ousadas de varejo neste fim de ano, com redução de juros para pessoas físicas em várias concessionárias do país.

Assim, o setor espera compensar em partes o desempenho ruim do primeiro semestre, com demanda desaquecida no país e exportações em declínio, principalmente para o maior comprador de carros do Brasil, a Argentina.

Segundo Moan, as vendas de Natal devem melhorar o desempenho do setor em 2014, mas ainda será um fim de ano pior do que o de 2013. No entanto, ele diz esperar um 2015 melhor.

Segundo Moan, ainda não foi conversado se o IPI reduzido para carros, que tem prazo até dezembro, será prorrogado. "Sou extremamente favorável à redução da carga tributária, todos nós somos", defendeu.

Etanol

Sobre o aumento do etanol na mistura da gasolina de 25% para 27,5%, Moan afirmou que as montadoras e o laboratório da Petrobras estão em trabalho conjunto sobre os impactos da alta da mistura nos carros.

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