Após cinco dias internado, Youssef recebe alta e volta para prisão

Doleiro foi liberado e levado para a sede da Polícia Federal na capital paraense, onde está preso deste março deste ano pela Operação Lava Jato da Polícia Federal

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Alberto Youssef está preso desde março, após a Operação Lava Jato
JOEDSON ALVES/EST. CONTEÚDO - 18.10.2005
Alberto Youssef está preso desde março, após a Operação Lava Jato

O doleiro Alberto Youssef recebeu alta na manhã desta quarta-feira (29) após permanecer cinco dias internado no hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR).

Por volta das 8h30, o doleiro foi liberado e levado para a sede da Polícia Federal na capital paraense, onde está preso deste março deste ano pela Operação Lava Jato da PF, sob acusação de comandar um esquema de lavagem que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Um dia antes da votação do segundo turno das eleições, o doleiro sentiu dores no peito e foi internado. Na ocasião, a PF informou que ele teve uma queda de pressão arterial causada pelo uso de medicação para doença cardíaca.

Após a divulgação de sua internação, começou a ser disseminado nas redes sociais uma intensa boataria de que Youssef havia sido envenenado na carceragem. Mensagens começaram a circular no WhatsApp com imagens que "provariam" a veracidade do envenenamento. A partir daí, o boato continuou se espalhando até que a PF emitisse nota à imprensa negando o ocorrido.

A filha do doleiro, a psicóloga Kemelly Caroline Fujiwara Youssef também desmentiu os boatos: "Está tudo certo. É mentira [que Youssef esteja morto]. Ele está bem, não morreu", disse a psicóloga, que mora em Londrina.

O doleiro havia sido convocado para prestar depoimento na CPI mista da Petrobras nesta quarta, mas o presidente da CPI, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), cancelou a sua presença. De acordo com o senador, não fazia sentido manter a fala do doleiro depois que Youssef enviou ofício à comissão de inquérito declarando que permanecerá calado na CPI.

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