Federer pode acabar o ano em 1º

Novak Djokovic, atual líder na ATP, tem 490 pontos a mais do que o rival pelo topo da lista

iG Minas Gerais |

Para muita gente, Federer é o melhor de todos os tempos
Georgios Kefalas/ap photo – 26.10.2014
Para muita gente, Federer é o melhor de todos os tempos

Paris, França. Aos 33 anos de e depois de ter sido número 8 do mundo entre o final de janeiro e meados de março deste ano, Roger Federer ocupa atualmente a vice-liderança do ranking da ATP, mas tem boas chances de encerrar a temporada como o tenista número 1 do mundo. 

Para ultrapassar o líder Novak Djokovic, “basta” que o suíço vença o Masters 1.000 de Paris, que começou na segunda-feira, quanto no ATP Finals, evento que reúne os oito melhores tenistas do ano, entre os dias 9 e 16 de novembro, em Londres.

Com esse cenário, nem mesmo se for o vice-campeão nos dois torneios, o sérvio impedirá que Federer o passe para trás no ranking mundial.

“Seria muito especial recuperar o posto de número 1. É a razão de ser do nosso esporte. Com o ano que tive, a quantidade de finais que disputei e o nível de tênis que tenho jogado, estou muito feliz que eu tenha esta chance. Mas ter a chance e concretizá-la são coisas distintas. Tenho certeza de que Novak vai entrar muito motivado logo depois do nascimento do seu filho. Estou muito feliz por ele. Teremos certamente semanas muito interessantes pela frente”, disse Federer após conquistar o título do ATP da Basileia, na Suíça, derrotando o belga David Goffin na decisão, no domingo passado.

Ao fim do Masters 1.000 de Paris, tanto os pontos do torneio francês do ano passado quanto aqueles do ATP Finals de 2013 serão retirados do ranking de entradas. Isso significa que, na próxima segunda-feira, o ranking da temporada será o mesmo que o ranking da ATP.

Na atual classificação da temporada, Djokovic tem 9.010 pontos, 490 a mais que Federer (8.520). Em Paris, o mínimo dessa distância que Federer pode diminuir é se enfrentar Nole na final e superá-lo, reduzindo a vantagem do sérvio para apenas 90 pontos. Se o mesmo se repetir no ATP Finals, já será suficiente para Federer assumir o topo do ranking. O mínimo que um campeão do ATP Finals ganha são 1.100 pontos (200 ao se classificar na fase de grupos com apenas uma vitória, 400 da vitória na semifinal e 500 do triunfo na decisão), e o máximo que um vice-campeão recebe são 1.000 (600 de três vitórias na fase de grupos, 400 da vitória na semifinal e nenhum ponto pela derrota na final).

Recorde. Federer é o tenista que mais esteve em finais em 2014. Das dez que disputou, venceu cinco (ATP 500 de Dubai, ATP 250 de Halle, Masters 1.000 de Cincinnati, Masters 1.000 de Xangai e ATP 500 da Basileia) e perdeu cinco (ATP 250 de Brisbane, Masters 1.000 de Indian Wells, Masters 1.000 de Monte Carlo, Wimbledon e Masters 1.000 de Toronto). Performance bastante diferente da de 2013, quando disputou só três finais, sendo campeão em Halle e vice na Basileia e no Masters 1.000 de Roma.

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