Os minutos mais longos dos dois lados

iG Minas Gerais |

Brasília. Com 88% das urnas apuradas, às 19h25 de domingo, o tucano Aécio Neves liderava aquela que entraria para a história como a eleição mais acirrada do país. Ninguém tinha informações oficiais.

Para evitar vazamentos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, isolou os 30 funcionários responsáveis por totalizar os votos. Celulares desligados. Ir ao banheiro, só na companhia de um segurança.

Números parciais, porém, criaram alvoroço entre tucanos e petistas. Alguns dos que estavam com Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada acharam por alguns minutos que ela tinha perdido. Ninguém teve coragem de falar. “Mal dava para respirar, mas nada chegou a ela”, disse um aliado.

Àquela hora, a expectativa de vitória no apartamento da irmã de Aécio em Belo Horizonte fez com que aliados de todo o país viajassem para Minas. Artistas, políticos e familiares se aglomeravam. Por volta das 19h, o tucano conseguiu vantagem significativa. Às 19h32, porém, os funcionários isolados do TSE viram o jogo virar. Em Brasília, Dilma estava apreensiva e tentava atenuar o clima brincando com seu cardiologista, Roberto Kalil.

O candidato do PSDB se juntou à família, aumentou o volume da TV e ficou em pé no meio da sala. Abraçou a esposa, Letícia, a mãe, Maria Lúcia, e a filha mais velha, Gabriela. Às 20h02, o TSE liberou os dados. Aécio chorou.

No Alvorada, petistas começaram a fazer contas: a apuração estava quase encerrada no Sul e no Sudeste. Faltava o Nordeste, e o Nordeste era Dilma. “Deu. Ganhamos. Não tem como reverter”, escreveu um ministro numa mensagem no celular.

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