Instrutor não é substituível

iG Minas Gerais |

Nova York. Um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin em 2013 descobriu que crianças de 2 anos aprendem palavras mais rapidamente quando utilizam um aplicativo interativo do que um que não solicite nenhuma ação.

Mas, quando se trata de aprender a língua, dizem os pesquisadores, não há tecnologia que substitua um instrutor em carne e osso – mesmo que a criança pareça estar prestando atenção.

Patricia K. Kuhl, diretora do Instituto de Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, conduziu um estudo em 2003 que comparou um grupo de bebês de 9 meses com quem um instrutor falava em mandarim, a um grupo que ouvia mandarim em um DVD. As crianças em um terceiro grupo foram expostas apenas ao inglês (sua língua nativa).

“Pelo jeito com que as crianças olhavam para a tela, parecia óbvio que elas aprenderiam melhor com os DVDs, mas os exames e testes de linguagem revelaram que o grupo do DVD não aprendeu absolutamente nada”, disse Patricia. “Suas medidas cerebrais eram iguais às do grupo de controle que só havia sido exposto ao inglês. O único grupo que aprendeu foi o grupo de interação ao vivo”.

Em outras palavras: “o ato de falar com elas, não só fazê-las ouvir”, é que ensina a linguagem às crianças, disse a especialista. (DQ/NYT)

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