Dilma quer convidar 'todos' para fazer coalizão no governo

Em entrevista à 'TV Bandeirantes', a presidente reeleita disse estar otimista em unir até mesmo a oposição

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dois dias depois de confirmar que continuará no comando do Executivo nacional, a presidente Dilma Rousseff (PT) concedeu uma entrevista à 'TV Bandeirantes' na tarde desta terça-feira (28). Ela falou sobre os novos desafios de comandar o país e afirmou que o Brasil sairá da 'pequena crise' econômica que se encontra.

Além de economia, Dilma falou sobre outros tópicos, como a relatada divisão existente no país, devido as diferenças na maioria dos votos através das regiões do país.

"Acredito que toda eleição implica numa divisão. Sempre há. Temos que pressupor há um conjunto de posições que as pessoas wurerem que tome para decidir o futuro da melhor maneira. Já temos um ponto: não disseminar o ódio. Então eu acredito que o diálogo é essencial. Até porque a eleição é uma manifestação de bom senso do eleito, já que vai ser o presidente não só de quem votou nele, mas de todos. Por isso a maior parte dos setores organizados se disposeram a apoiar o mérito democrático e eleitoral. E isso é o que é bonito" disse.

Questionada se convidaria o presidenciável Aécio Neves (PSDB), derrotado no segundo turno, Dilma afirmou que tentará uma coalizão. "Convidaremos todos para fazer essa coalizão. O diálogo é isso. Com as forças da nação dá pra fazer. Todos os setores produtivos, o setor financeiro e tambvém as representações da sociedade. Os movimentos sociais. Essa é a pré-condição do momento que você passa por uma eleição. A eleição dá uma expectativa de mudança".

Enfrentando um crescimento de PIB aquém do esperado, Dilma disse estar preparada para realizar "o quanto antes" mudanças na administração econômica da gestão. Ela anunciou, em junho, que o ministro da Fazenda Guido Mantega não continuará a frente do cargo. A presidente ainda afirmou que quer reconquistar a confiança do mercado, afirmando ainda que é preciso "avaliar os padrões internacionais e como eles reagem internamente".

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