Procuradoria de Israel examina veto a uso de ônibus por palestinos

A medida, que também obrigará os palestinos a voltar para suas casas por postos de controle militares específicos, é tomada em meio ao aumento de tensões na região

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A procuradoria-geral do Estado pediu ao ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, que esclareça até 9 de novembro uma diretiva que não permitirá aos trabalhadores palestinos usar transporte público israelense entre suas casas na Cisjordânia e seu trabalho em Israel. A diretiva entra em vigor em dezembro.

A medida, que também obrigará os palestinos a voltar para suas casas por postos de controle militares específicos, é tomada em meio ao aumento de tensões entre israelenses e palestinos pela guerra em Gaza, entre julho e agosto, e outros episódios de violência.

Diariamente, milhares de palestinos entram em Israel para trabalhar na Cisjordânia, território que Israel capturou da Jordânia na Guerra dos Seis Dias (1967) e que os palestinos reivindicam como parte de seu futuro Estado.

A proposta de Yaalon, que tem autoridade sobre questões de segurança, surge depois de um pedido dos colonos israelenses que usam esses ônibus. Eles alegam que os trabalhadores palestinos constituem uma ameaça de segurança e frequentemente assediam sexualmente as passageiras judias.

De acordo com o jornal "Haaretz", que revelou o caso na segunda-feira (27), foi a ministra da Justiça, Tzipi Livni, quem pediu ao procurador-geral do Estado, Yehuda Weinstein, que "investigue a legalidade dessa decisão". A segregação pode se transformar em um "ato ilegal de discriminação", advertiu a ministra.

Fontes no Ministério da Defesa garantiram no domingo (26) que a iniciativa se sustenta em "razões de segurança", negando que tenha sido tomada por pressão dos colonos.

Até o momento, os trabalhadores com permissão de trabalho em Israel --que estão proibidos de passar a noite em território israelense-- entram pelo posto de Eyal, podendo voltar para casa por qualquer outro ponto.

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