“Não é uma concorrência leal”, diz ex-presidente da FIA sobre crise

Max Mosley, que foi mandatário entre 1993 a 2009 acredita que os altos preços da F1 estão quebrando as equipes pequenas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Mosley tentou aplicar um plano para dividir de forma igual o dinheiro da venda de direitos da F1
Divulgação/ F1.com
Mosley tentou aplicar um plano para dividir de forma igual o dinheiro da venda de direitos da F1

A Caterham e a Marussia vivem uma crise financeira que quase obrigou as escuderias a fecharem as portas antes do final desta temporada. Por falta de recursos, as duas equipes anunciaram esta semana que não vão disputar o GP dos EUA, que acontece no próximo domingo, em Austin. O ex-presidente da FIA , Max Mosley, que comandou a entidade entre 1993 e 2009, acredita que os altos custos da Fórmula 1 é o que vem gerando a crise.

"Não é mais uma concorrência leal. O principal problema é que grandes equipes têm muito mais dinheiro do que escuderias como Caterham e Marussia. No fim das contas, elas serão obrigadas a deixar a Fórmula 1", afirmou Mosley à rádio BBC 5.

Nesta segunda-feira, a Marussia entrou em recuperação judicial e passou o comando legal, para a FRP Advisory LLP, e os novos administradores divulgaram que a equipe não estará no GP do EUA. A Caterham tomou a mesma atitude na semana passada. A Sauber e a Lotus são outros times que estão ameaçadas.

Segundo Mosley, a crise acontece porque a receita de algumas escuderias é infinitamente maior do que a das equipes menores. A Red Bull Racing, a Ferrari e a Mercedes gastam em torno de R$ 800 milhões por temporada, enquanto equipes como a Marussia tem uma receita na casa de R$260 milhões.

Quando era presidente da FIA, Max Mosley tentou empregar um plano que pretendia repartir igualmente entre as equipes, a verba arrecadada com a venda dos direitos da F1. Atualmente, o recurso é dividido de acordo com o desempenho de cada escuderia na temporada.

“Do ponto de vista esportivo, o esporte deve dividir o dinheiro igualmente e, em seguida, em seguida, deixar que as equipes obtenham o máximo de patrocínio que puderem ”, concluiu o ex-presidente da FIA.

Com a ausência da Caterham e da Marussia, o GP dos EUA terá apenas nove equipes e 18 carros no grid. É bem provável que, por conta da crise, as duas escuderias também não disputem o GP do Brasil, no dia 09 de novembro, em Interlagos, São Paulo.

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