China diz querer prevenir 'forças externas' em Hong Kong

País já havia acusado os manifestantes pró-democracia, que acampam em Hong Kong há mais de um mês, de serem influenciados por forças externas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Partido Comunista da China disse nesta terça-feira (28) que busca prevenir que "forças externas" intervenham em Hong Kong e Macau, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

A China já havia acusado os manifestantes pró-democracia, que acampam em Hong Kong há mais de um mês, de serem influenciados por forças externas.

Os manifestantes são contra a decisão do governo de restringir as candidaturas nas eleições locais de 2017. Somente três candidatos aprovados por um comitê de 1.200 pessoas poderão concorrer.

O partido disse ainda que apoia o chefe-executivo da Hong Kong, Leung Chun-ying, e seu governo.

Os estudantes, maior parte dos manifestantes de Hong Kong, exigem também a renúncia do líder.

Em Macau, uma ex-colônia portuguesa, houve protestos semelhantes.

Desculpas

Leung Chun-ying pediu desculpas nesta terça por ter dito que as eleições livres na ex-colônia britânica abririam espaço para um governo com políticas priorizando os pobres.

Leung disse lamentar que suas afirmações tenham causado "mal-entendidos e preocupações entre o povo", segundo a imprensa local.

No último dia 21, em entrevista à mídia internacional, Leung tentou explicar as razões de Hong Kong não possuir um sistema eleitoral totalmente aberto. Ele argumentou que se isso ocorresse, a política local seria populista e estaria focalizada em atender a maioria mais pobre.

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo jornal "South China Morning Post", Leung é aprovado por menos de 50% dos entrevistados.