Relação com Lula está “de pé”

Falcão diz acreditar que, se a candidatura de Lula for apresentada, receberá um grande apoio do PT

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Bolo. Ex-presidente Lula comemorou ontem seu aniversário de 69 anos ao lado de amigos em São Paulo
STUCKERT
Bolo. Ex-presidente Lula comemorou ontem seu aniversário de 69 anos ao lado de amigos em São Paulo

A relação da presidente reeleita Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula no quarto mandato seguido do PT deverá manter a tônica da campanha petista neste ano. Lideranças do partido afirmam que tratar o “descolamento” de ambos “é assunto ultrapassado”, já que, na primeira eleição de Dilma, alguns defendiam que ela fizesse um governo “com cara própria”.  

Para o presidente do PT de Minas, Odair Cunha, desassociar as imagens seria negativo para o partido. “As ações de um governante interferem no governo do outro. O que Lula fez de bom é transferido para Dilma e, consequentemente, para o PT”. Para os dirigentes do partido, a criação de projetos próprios no governo Dilma será fundamental para que o PT consiga eleger outro presidente em 2018.

O nome mais lembrado para a próxima disputa presidencial já é o de Lula, defendido inclusive pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão. Nesta segunda, contudo, Falcão disse que esta articulação ainda não começou. “Isso ainda não existe porque a presidente acabou de ser eleita. Mas eu pessoalmente defendo essa alternativa”, destacou.

Falcão diz acreditar que, se a candidatura de Lula for apresentada, receberá um grande apoio do PT. “Mas isso depende de o presidente Lula aceitar. E ele já disse que não quer”, lembrou, ressaltando, contudo, que Lula sempre atendeu os apelos da maioria do partido. “E vai ter bastante apelo”, afirmou. Em relação à participação do ex-presidente neste novo governo, Falcão disse que “ninguém recruta” Lula, mas ele terá o seu papel.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave