Entre a tristeza e a esperança

O professor de ensino médio Geraldo Magela Trindade, de 60 anos, trazia um enorme adesivo no peito e uma faixa, com o nome da presidente

iG Minas Gerais | Larissa Veloso |

O tucano Aécio Neves não foi eleito presidente, nem ganhou em Minas Gerais, mas teve quase 65% dos votos em Belo Horizonte. E isso refletiu na opinião dos eleitores nas ruas.  

“Fiquei decepcionada. Acho que as pessoas estão sendo coniventes com o que está acontecendo no país. O Brasil está a caminho de ficar igual à Venezuela”, afirmou Thaís Silva, 24, secretária executiva. Algumas expressões como “péssimo”, “decepcionante” também surgiram. Na praça da Savassi, uma senhora se declarou “tão arrasada que não quer nem falar”.

Para esses eleitores, a crença é que o Brasil ficará pior. “O país vai afundar”, declarou Bento Saboia, aposentado de 65 anos. Para outros, como o professor de ensino fundamental e médio Gérson Antônio da Cruz, de 54 anos, as coisas continuarão na mesma. Ele não achou o resultado das urnas nem bom nem ruim, apenas “previsível”.

Também houve quem estivesse satisfeito com a vitória de Dilma Rousseff, mas sem grande entusiasmo. “Achei mais ou menos. Não senti que tinha muita opção”, afirma a porteira Neuza de Lima Melo, de 46 anos. Ela avalia que as coisas não irão mudar muito.

Já Delma Rodrigues, de 23 anos, estava mais animada e otimista. “Acho que a tendência para os próximos quatro anos é que as coisas melhorem ou se mantenham como estão. Retroceder é que não vai”, afirma ela, que atualmente está desempregada.

O professor de ensino médio Geraldo Magela Trindade, de 60 anos, trazia um enorme adesivo no peito e uma faixa, com o nome da presidente. “Achei que foi um resultado acirrado e democrático. Venceu o projeto que busca a inclusão social e a superação da pobreza”, diz o professor. 

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