A importância do capitão azul

Nos quatro títulos da Raposa na Copa do Brasil, os goleiros sempre tiveram papel de destaque

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Tratamento. Fábio tem se dedicado à recuperação da torção no tornozelo direito
Douglas Magno – 22.3.2014
Tratamento. Fábio tem se dedicado à recuperação da torção no tornozelo direito

Não há como negar, o goleiro Fábio é mesmo uma das peças mais importantes do atual elenco do Cruzeiro. Líder dentro e fora de campo, o camisa 1, que está em sua décima temporada seguida como titular da Raposa, faz trabalhos intensivos no departamento médico para estar em plenas condições de enfrentar o Santos, nesta quarta, no primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil.

Mesmo com uma torção no tornozelo direito, sofrida no empate em 1 a 1 com o Figueirense, o capitão da equipe cinco estrelas não deve ser problema para o confronto com o Peixe, no Mineirão. “Não é nem defesa da posição em que joguei, mas no gol é onde tudo acontece, ou você perde ou ganha o jogo. Não é bom ter modificação no goleiro. E tem outra questão: os que estão na suplência do Fábio não têm ritmo de jogo, apesar de terem bastante qualidade”, explicou o ex-arqueiro celeste Raul Plassmann.

Quando entrar em campo, além de completar 597 jogos pelo clube, Fábio, o terceiro jogador com mais partidas pelo Cruzeiro, seguirá no caminho para, quem sabe, manter uma importante escrita: os goleiros sempre foram peças de destaque nas conquistas cruzeirenses na Copa do Brasil.

Em 1993, o então goleiro Paulo César Borges atuou nos dez jogos que culminaram no primeiro título da Raposa no mata-mata. Destaque para os confrontos com o Grêmio, nas finais, quando o Cruzeiro empatou em 0 a 0 no Olímpico e venceu por 2 a 1 no Mineirão.

Em 1996, quando faturou o bicampeonato, Dida era a muralha e ficou fora de apenas um dos dez jogos celestes. Nas quartas de final, os cruzeirenses venceram o Corinthians por 4 a 0 e o camaronês Willian Andem foi o substituto do camisa 1.

No ano 2000, André foi o dono da meta estrelada durante toda a trajetória do tricampeonato. Foram 13 jogos até a consagração, que veio após vitória épica sobre o São Paulo, no Mineirão.

Em 2003, foi a vez do prata da casa Gomes jogar 11 jogos e ajudar a Raposa na conquista do tetra. O ex-camisa 1 conquistou a Tríplice Coroa naquela temporada. “O Fábio vai jogar, até porque no decorrer do jogo com o Figueirense ele seguiu normal. É importante que ele jogue, pois representa muita segurança. Apesar de o Elisson, reserva imediato já que Rafael está machucado, ser um grande goleiro, os jogadores sabem do papel importante que o Fábio tem no quesito liderança. Isso conta demais”, concluiu o ídolo celeste Raul Plassmann.

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