Autoridades descartam ebola em criança de 5 anos nos EUA

Menino teria apresentado sintomas no último domingo, após ter viajado à Guiné com a família

iG Minas Gerais |

Contrariada. Insatisfeita, Kaci Hickcox, deve processar Estado
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Contrariada. Insatisfeita, Kaci Hickcox, deve processar Estado

Nova York, Eua. Autoridades médicas dos Estados Unidos afirmaram na noite desta segunda que o garoto de 5 anos que havia sido internado em Nova York, no domingo, após apresentar sintomas do ebola, não está contaminado com o vírus. O menino voltou da Guiné com a família no sábado e se sentiu doente no dia seguinte. Nesta segunda, ele apresentou febre, mas testou negativo para o vírus. A criança será submetida a novos testes e será mantida no hospital até esses resultados serem liberados. A mãe do menino está bem.

A polícia foi chamada à casa do paciente na noite de domingo, após a criança desenvolver sintomas similares aos do ebola. Agentes de resposta emergencial, usando trajes especiais, levaram ele e a mãe para o Hospital Bellevue, em Manhattan, horas depois. O paciente vive com seus pais e três irmãos.

Na manhã desta segunda, a temperatura corporal da criança, que não foi identificada, começou a subir. Então, agentes do Departamento Municipal de Saúde consultaram o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e decidiram conduzir o teste. Investigadores do departamento de Saúde começaram a rastrear os contatos do paciente antes mesmo de o resultado do exame confirmar ou desmentir a suspeita de ebola.

Paciente. O primeiro paciente de ebola confirmado em Nova York, Craig Spencer, está sendo tratado em uma área isolada no mesmo hospital onde a criança está internada, após contrair o vírus na Guiné.

O médico, de 33 anos, deu entrada na unidade na última na quinta-feira, 23, apenas seis dias depois de retornar da Guiné, onde ele estava ajudando no combate contra a doença junto com a organização Médicos sem Fronteiras.

Quarentena. Os Estados norte-americanos de Virginia e Maryland irão monitorar ativamente a saúde de todos os viajantes vindos dos três países mais atingidos pelo ebola. Não serão aplicadas quarentenas obrigatórias para todos os profissionais de saúde que retornarem desses locais. A medida foi anunciada após críticas devido à imposição desse tipo de quarentena nos Estados de Nova York e Nova Jersey. A Casa Branca informou que está consultando Estados para desenvolver novas diretrizes para o regresso de profissionais de saúde.

Em Maryland e na Virginia, trabalhadores médicos vão restringir sua atividade, com quarentenas possíveis em alguns cenários.

Monitoramento. Onze militares norte-americanos que retornaram da Libéria estão sendo mantidos em quarentena na cidade de Vicenza, na Itália, como forma de prevenir o contágio por ebola em outras regiões.

De acordo com informações divulgadas pela CBS News, se o governo der continuidade a essa política, centenas de outros militares vindos da Libéria devem ser submetidos a um período de quarentena de 21 dias – tempo máximo de incubação do vírus. Estava prevista para nesta segunda a chegada de outros 30 soldados à Itália.

Ainda não há informações se os soldados tenham sido expostos ao vírus ou tenham apresentado algum dos sintomas da doença.

Enfermeira sai de quarentena Nova york. A enfermeira Kaci Hickcox, que havia sido colocada em quarentena obrigatória após entrar em contato com pacientes com o vírus do ebola no oeste da África, foi liberada nesta segunda. De acordo com informações do Departamento de Saúde do Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, ela passou 24 horas sem apresentar sintomas da doença. A paciente havia se queixado do tratamento recebido na internação compulsória e disse que tem a intenção de processar o governo local.

Ajuda da IBM

Sistema. A IBM disse nesta segunda que desenvolveu um sistema para telefones móveis para ajudar Serra Leoa no combate ao ebola. A ferramenta permite aos leonenses reportar às autoridades, por meio de SMS ou mensagem de voz, informações relacionadas à doença.

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