Urnas deram dois recados: 'mudança e reforma', afirma Dilma

Presidente promete investigar caso Petrobras e evitou adiantar nomes em ministério

iG Minas Gerais | Da Redação |

Em entrevista ao Jornal da Record, um dia após ser reeleita para o cargo, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que as urnas deram dois recados fundamentais que devem nortear seu novo governo: mudança e reforma. Em referência a estas, promneteu lutar para faer "todas elas" e destacou sua visão de que o país precisa ser mais moderno, inclusivo e produtivo. "Mas vai ser também o país que valoriza o trabalho e a energia empreendedoras. Que vai olhar especialmente para os pobres, mulheres, negros e jovens. O foco fundamental será na educação, cultura, cinência e inovação", disse a presidente. Dilma rechaçou todas as tentativas de tirar dela algum nome ou medida do futuro governo na área econômica. Disse que fará na hora certa. Não quis falar nem sobre o ministério da Fazenda nem sobre qualquer outro ministro. "Não é o momento nem a hora. No tempo exato eu darei o nome e o perfil. De todos os meus ministros", avisou, de forma enfática e até áspera. A presidente disse que investigará até o fim o escândalo da Petrobras e que "não ficará pedra sobre pedra". "Vou me empenhar, doa a quem doer. Nao vai ficar pedra sobre pedra. Quero todas as questões relativas a essa e outras investigações às claras. Eu tenho uma indignação com o que fizeram nessa última semana da campanha. Eu sou uma pessoa com uma trajetória política e uma integral dedicação à coisa pública. Jamais na minha vida houve uma única acusação. Não vou deixar essa acusação ser passado após a eleição", prometeu. A presidente ainda atribuiu a derrota em São Paulo ao fato de o eleitor daquele Estado não ter sido devidamente informado da gravidade da falta d'água por lá. Em crítica velada à imprensa, ao ser questionada se foi a mídia que escondeu o caso, destacou: "Me explica como e porque uma crise daquela proporção não se reflete numa campanha eleitoral? Eu não compreendo. Só posso atribuir ao fato de ela não ter sido iluminada. Os refletores não foram colocados", reclamou. A petista conclamou por diversas vezes o país a se unir, citou forças sociais, produtivas e até o mercado financeiro. Reconheceu que haverá mudanças, mas não adiantou se há cortes ou medidas impopulares no horizonte.

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