Cotado para 2018, Alckmin deseja sucesso a Dilma em novo mandato

Em nota, o tucano elogiou ainda o presidenciável Aécio Neves (PSDB) por ter defendido durante a campanha eleitoral "ideais e propostas essenciais ao Brasil"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Alckmin diz que não irá se intimidar por ameaça de grupo criminoso
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Alckmin diz que não irá se intimidar por ameaça de grupo criminoso

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cumprimentou nesta segunda-feira (27) a presidente Dilma Rousseff (PT) pela vitória e desejou sucesso à petista no próximo mandato.

Em nota, o tucano elogiou ainda o presidenciável Aécio Neves (PSDB) por ter defendido durante a campanha eleitoral "ideais e propostas essenciais ao Brasil".

"Nós reiteramos nossa disposição de manter aberto e produtivo o diálogo com o governo federal em torno de projetos, nas mais diversas áreas, que beneficiem os brasileiros de São Paulo e tornem o país mais próspero, justo e eficiente", afirmou.

Neste domingo (26), após a divulgação do resultado da apuração que mostrou a derrota de Aécio Neves, o governador de São Paulo não viajou a Belo Horizonte e não fez declaração pública.

Segundo a reportagem apurou, a discrição teve como objetivo não dar margem para discussões sobre a disputa presidencial de 2018.

Com a derrota do tucano, Alckmin se cacifa como um dos principais nomes do partido para a próxima sucessão ao Palácio do Planalto.

SUCESSÃO

O governador ainda evita tratar do tema, mas dirigentes tucanos em São Paulo consideram que é natural que ele pleiteie o posto em 2018.

Com a derrota do PSDB em Minas Gerais, o que deve enfraquecer a ala mineira da sigla, a avaliação é que São Paulo ganhará peso ainda maior na correlação de forças internas do partido e, portanto, na escolha do candidato à sucessão presidencial.

Para garantir sua preferência na relação de nomes cotados para presidente, no entanto, o governador terá de ter êxito no gerenciamento de crises e problemas administrativos em seu novo mandato.

Além da possibilidade de enfrentar um cenário econômico adverso no ano que vem, que poderá afetar as finanças estaduais, ele terá de solucionar a crise de desabastecimento do sistema Cantareira, um dos problemas mais sensíveis de sua atual gestão.

Caso a falta de água se agrave, o tucano poderá pagar a fatura política por não ter realizado um racionamento, o que é defendido desde o início do ano por técnicos e especialistas na área.

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