Reeleição mostra que população aprova política econômica, diz Mantega

O ministro, que não permanece na cadeira no segundo mandato da presente Dilma, disse nesta segunda-feira (27) pós-eleições que o resultado do pleito mostra que a população aprova a política econômica do governo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Agência Brasil
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O ministro da Fazenda Guido Mantega disse nesta segunda-feira (27) pós-eleições que o resultado do pleito mostra que a população aprova a política econômica do governo.

Mantega disse que estava rouco por causa da torcida deste domingo (26). "Estou feliz com o resultado das eleições, isso mostra que a população está aprovando a política econômica que estamos fazendo", falou. No entanto, para o ministro ainda há grandes desafios para que a economia entre em um novo ciclo de crescimento.

"Temos grandes desafios pela frente, para podermos adentrar num novo ciclo de expansão da economia brasileira e mundial. Estamos trabalhando com cenários adversos, porque a economia mundial não melhorou como deveria", afirmou, voltando a citar a crise internacional como um dos entraves para o crescimento da economia brasileira.

Para Mantega, que não permanece na cadeira no segundo mandato da presente Dilma, as prioridades daqui para frente da equipe econômica são: um bom resultado fiscal, controle da inflação, mais empregos e um mercado interno em expansão.

A atuação fiscal do governo é um dos alvos mais frequentes de críticas, por estar longe da meta e pelo uso frequente de expedientes contábeis pouco transparentes. Segundo Mantega, o resultado fiscal em 2015 será "mais forte". Em 2014, "vamos nos empenhar para fazer a melhor meta fiscal possível", afirmou.

"Nós vamos continuar nos esforçando para aumentar a transparência da execução fiscal. Aliás, isso tem avançado bastante. Portanto, esse é o rumo que está estabelecido", prosseguiu. A meta fiscal para o ano, colocada pelo próprio governo, é de um superavit primário de R$ 99 bilhões, ou seja, 1,9% do PIB. Essa poupança é usada para pagamento dos juros da dívida pública.

Compromissos

"Queria confirmar os compromissos do governo brasileiro, compromissos com os fundamentos da economia. (...) É prioritário na nossa economia fortalecer os fundamentos fiscais. Manter um bom resultado fiscal, para que a dívida pública continue sob controle. Permanece a prioridade de manter a inflação sob controle para os próximos quatro anos. Compromisso de continuar gerando emprego, e manter o mercado interno em expansão", afirmou.

O ministro disse ainda que é preciso manter estímulos ao investimento, fortalecer a indústria brasileira e estimular o mercado de capitais. Mas não deu detalhes de que medidas virão.

"Hoje, dia seguinte da eleição, não é momento de anunciar medidas. As medidas têm sido tomadas ao longo do tempo. Novas medidas devem ser tomadas, porém elas ainda não estão finalizadas." Mantega seguiu o tom da presidente Dilma, de que é preciso diálogo e mobilização de todos para um novo ciclo de crescimento.

"Nós temos muitas coisas para fazer até o fim do ano. Uma série de estímulos já foi dada e outros estão em curso, poderão vir. Não cabe hoje mencionar esses estímulos. Temos dois meses pela frente para terminar o ano para que possamos fortalecer os fundamentos e criar condições para que todos se mobilizem no sentido de crescimento maior da economia e novo ciclo de expansão."

Conflito eleitoral

Mantega convocou jornalistas para um pronunciamento pós-eleições. Começou sua fala afirmando que período eleitoral é época de "conflito e confronto".

"Terminada a eleição, isso passa. Você tem o fim da paixão e a volta da racionalidade." Sobre a queda das ações nesta segunda (27) e a disparada do dólar, Mantega afirmou ser natural esse movimento.

"Claro que eleição provoca alguma volatilidade nos mercados, mas essa volatilidade também se deve a fatores externos. Todas as bolsas estão caindo, vocês não vão dizer que é só por causa das eleições no Brasil. Não temos essa força toda."

Ele mencionou a queda na cotação das commodities como influência maior para o comportamento das bolsas no mundo, mas que com o fim das eleições, esse cenário volátil "tende a amainar". "A própria discussão econômica fica mais exacerbada nas eleições, com opiniões apaixonadas, distorções sobre os rumos da economia. Os pessimistas mais pessimistas, os otimistas mais otimistas. Terminada a eleição, esse cenário tende a acalmar."

Nomes

Questionado sobre possíveis nomes para sucedê-lo na missão, ele disse que não cabe a ele citar nomes, mas políticas e orientações do que é prioridade agora. "Essa pergunta não tem que ser feita a mim, tem de ser feita à presidenta."

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