Enfermeira americana é liberada de quarentena compulsória em hospital

"Ela estava feliz", disse o advogado Steven Hyman, que falou com a enfermeira por telefone; "Ela quer que este calvário termine; ela quer voltar para a sua vida"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A enfermeira americana Kaci Hickox, colocada em quarentena em um hospital em Nova Jersey depois de voltar da África, não apresentou sintomas de ebola e pode completar o período de isolamento em casa, disse o governador do Estado, Chris Christie, nesta segunda (27).

Hickox chegou aos EUA pelo aeroporto de Newark Liberty , na sexta-feira (24), mesmo dia em que autoridades de Nova York e Nova Jersey decidiram adotar a quarentena compulsória para funcionários de saúde vindos dos países afetados pelo ebola na África.

"Ela estava feliz", disse o advogado Steven Hyman, que falou com a enfermeira por telefone. "Ela quer que este calvário termine. Ela quer voltar para a sua vida".

Hickox será levada para sua casa no Maine, segundo o Departamento de Saúde de Nova Jersey. A enfermeira, que voltava de Serra Leoa, onde trabalhou com os Médicos Sem Fronteiras no tratamento de ebola, disse no domingo (26) que iria abrir um processo contra a quarentena, alegando violação dos seus direitos constitucionais.

Segundo a decisão de Nova York e Nova Jersey, os funcionários de saúde deveriam permanecer isolados durante 21 dias (tempo máximo de incubação do vírus) em suas casas e seriam examinados duas vezes ao dia.

No domingo, após pressão da Casa Branca, o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, derrubou a exigência de quarentena obrigatória. A Casa Branca havia criticado a decisão dizendo que isso desestimularia que americanos fossem combater o ebola na África.

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