Jovens de 10 a 14 anos são os que mais realizam exames para sífilis

Segundo pesquisa laboratorial, adolescentes da faixa etária apresentaram 82% de aumento na procura por exames de diagnóstico da doença

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Agência Brasil
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Entre o primeiro semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2014 houve um aumento de 82% na procura por exames para diagnóstico da sífilis entre os adolescentes de 10 a 14 anos. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pelo laboratório Lavoisier Medicina Diagnóstica, de São Paulo.

Os jovens do sexo masculino, entre 15 e 19 anos, também apresentaram no período uma busca 80% maior pelos procedimentos para diagnóstico da doença. Outro fato interessante, também constatado pela pesquisa, é o crescimento de 25% na procura pelos exames entre as mulheres de 75 a 79 anos de idade.

O aumento da procura deve-se principalmente ao crescimento do número de casos de sífilis em todo o país, pelo não uso do preservativo nas relações sexuais e pelo número reduzido de campanhas que alertam para a doença. “Quando há aumento dos casos de DST, os médicos passam a solicitar mais exames para diagnosticar a doença, principalmente pela sífilis ser uma doença recorrente entre todas as faixas etárias da população”, explica o Dr. Alberto Chebabo, infectologista da empresa.

Caracterizada como uma doença silenciosa, os exames para detecção da DST devem ser realizados regularmente. Os testes sorológicos podem ser feitos em duas categorias, por meio da utilização de dois reagentes distintos que vão confirmar tanto a presença da doença quanto indicar o tratamento mais eficaz. “Uma das características da sífilis é apresentar-se em três fases. Os testes de diagnóstico devem ser cuidadosamente avaliados em todas as fases”, alerta o especialista.

A primeira fase da doença é como uma infecção recente, com lesão inicial. Ela aparece entre duas e quatro semanas após a contaminação e desaparece após cerca de quatro semanas, mesmo sem tratamento. A segunda forma é conhecida como sífilis tardia, que surge após o primeiro ano de evolução da doença e ocorre em indivíduos não tratados ou tratados inadequadamente. Nesta fase as manifestações podem ocorrer na pele, ossos, coração ou cérebro.

“Como a primeira e a segunda fases são separadas por um período latente e sem sintomas, a doença pode ser altamente destrutiva e levar à morte”, ressalta o médico. Já a fase terciária se caracteriza pela lesão, principalmente do sistema nervoso central. “Vale ressaltar que esta é uma doença altamente transmissível, sem vacina e cujo tratamento é curativo. Mas, para tanto, é necessário o diagnóstico precoce”, lembra o Dr. Chebabo.

A sífilis é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada por uma bactéria cuja transmissão acontece durante todas as formas de contato sexual, por meio de pequenas lesões da pele e mucosas, genitais ou extragenitais.

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