Contagem parcial dá vitória aos partidos pró-Europa na Ucrânia

Com mais de um quarto dos votos apurados, o partido de Petro Poroshenko tem 21,63% dos votos, enquanto o partido do aliado primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, aparece com 21,67%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente ucraniano pró-Europa, Petro Poroshenko, pode começar nesta segunda (27) as negociações para a formação de uma coalizão no Parlamento, depois que a contagem inicial dos votos mostrou uma vitória clara de partidos pró-Europa na eleição legislativa de domingo (26).

Com mais de um quarto dos votos apurados, o partido de Poroshenko tem 21,63% dos votos, enquanto o partido do aliado primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, aparece com 21,67%. No total, 29 partidos disputaram as eleições.

Em terceiro lugar está o partido Selfhelp, também pró-europeu, com 10,56% dos votos.

A conquista do Parlamento dará a Poroskenko o apoio para acabar com o conflito com separatistas pró-russos no leste do país e para tirar a Ucrânia da órbita da Rússia.

"A maioria dos eleitores foram a favor das forças políticas que apoiam o plano de paz presidencial e procuram uma solução política para a situação na Donbass", disse Poroshenko, logo após o fechamento das urnas, referindo-se à região separatista do leste.

Mais de 3.700 pessoas morreram em combates no leste, incluindo quase 300 passageiros de um avião da Malaysia Airlines que foi abatido por um míssil no território controlado pelos separatistas.

A Rússia, porém, continua com grande influência sobre Kiev, já que fornece gás para Ucrânia e países europeus e, principalmente, por sua influência no conflito separatista. Os países ocidentais acusam os russos de armar os rebeldes e enviar soldados para lutarem contra Kiev.

Poroshenko foi eleito depois que o então presidente ucraniano, Viktor Yanucovich, aliado de Moscou, foi derrubado em fevereiro.

Pró-Rússia

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda que a eleição oferece uma chance para a paz no leste do país, mas que um alto número de parlamentares "nacionalistas" pode prejudicar o processo.

Bombardeios intensos foram ouvidos nos arredores de Donetsk, um reduto de rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, nesta segunda. "Foram ouvidos disparos fortes de armas de grosso calibre e explosões", disse o site do prefeito de Donetsk.

Apesar de um cessar-fogo acertado em 5 de setembro entre o governo central ucraniano e os separatistas pró-Rússia do leste, a tensão permanece alta na região.

As regiões separatistas não participaram das eleições e planejam eleições próprias em novembro. A região da Crimeia, anexada pela Rússia, também não votou.

Alguns aliados de Yanukovich permanecerão no Parlamento, já que o bloco de oposição aparece com 9,76% dos votos.

Mas outros aliados tradicionais da Rússia, como os comunistas, não estarão representados. Será a primeira vez que os comunistas ficam de fora do Parlamento desde que a Ucrânia se tornou independente da União Soviética em 1991.

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