Qual é o verdadeiro Espírito Santo, o do dogma ou o da Bíblia?

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Não negamos a existência do Espírito Santo. Aliás, o maior Espírito Santo é o do próprio Deus, que é Pai dos Espíritos (Hebreu 12: 9), de todos nós e de Jesus (“...Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (João 20: 17). Para a teologia católica trinitária, o Espírito Santo é uma metáfora que significa o amor existente entre o Pai e o Filho. E, assim, Ele não pode ser tomado literalmente. Para esclarecer alguma dúvida que um fiel católico apresente a um padre sobre um dogma, ele, o padre, só tem como resposta que se trata de um mistério de Deus e que não podemos, pois, entendê-lo. Acontece que o mistério não é bem de Deus, que não criou nenhuma doutrina, menos ainda confusa, mas o mistério é dos próprios teólogos que o criaram e o sustentam. Mas voltemos ao assunto principal desta matéria, o Espírito Santo. Para se criar a Santíssima Trindade, era necessário que Ele fosse também criado, pois os teólogos, principalmente santo Atanásio, antropomorfizando Deus, à moda da mitologia e do politeísmo, transformaram Deus num Ser de natureza humana dividido em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. E o catecismo da Igreja tem três perguntas assim: O Pai é Deus? O Filho é Deus? O Espírito Santo é Deus? E as respostas são “sim” para as três perguntas. E, em seguida, vem outra pergunta: Então são três deuses? A resposta é “não”, as pessoas é que são três: Pai, Filho e Espírito Santo, mas Deus é um só. Isso é meio confuso e muito mais confuso ainda fica quando se afirma, com todo o rigor, que o Filho e o Espírito Santo são também Deuses tal qual o é o Pai. Essa doutrina trinitária é um dogma. E, na Idade Média, quem negasse um dogma, morria na fogueira. Como se sabe, essa doutrina vingou e está aí até hoje, mas não pela razão, e sim pela força! Agora, vamos ao Espírito Santo pela Bíblia. Ele é a alma ou o espírito de cada um de nós. Por isso digo que Ele é como se fosse uma espécie de substantivo coletivo designando todos os espíritos. Aliás, são Jerônimo, autor da Vulgata Latina, no ano 400, fala em espírito bom (“spiritus bonus”), e não Espírito Santo. E no original do Novo Testamento, em grego, aparece muito “um” (em vez de “o”) Espírito Santo, como se fosse apenas a Terceira Pessoa Trinitária. “Acaso não sabeis que sois o templo de Deus e que o (um) Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3: 16). “Ou não sabeis acaso que o vosso corpo é templo do (de um) Espírito Santo que está em vós e que vos vem de Deus, e que vós não vos pertenceis?” (1 Coríntios 6:19). Atentemos para as frases: “o qual tendes da parte de Deus”, isto é, o espírito ou a alma que Deus nos deu, e que habita no nosso corpo; “e que não sois de vós mesmos?”. É que somos propriedade de Deus que colocou temporariamente um espírito santo em nosso corpo, espírito santo esse que não é propriedade de nós, mas de Deus. Mas esse espírito que somos tem a identidade de cada um de nós e não a identidade do próprio Deus. Dizendo de outro modo, é um espírito santo, bom e imortal, mas humano, criado, e não incriado, divino e sempiterno, que seria o Espírito do próprio Deus. Esse é o significado do Espírito Santo bíblico. O do dogma, que respeitamos, é apenas a Terceira Pessoa trinitária! Caros leitores, eu deixo para vocês mesmos responderem qual é o Espírito Santo verdadeiro, o do dogma ou o da Bíblia? Recomendo “Reencarnação Fácil”, de Luis Hu Rivas, Boa Nova Editora, Catanduva, SP, 2014.

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