Tim Maia não veio

iG Minas Gerais |

Hélvio
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Se eu não precisasse rotineiramente entregar esta coluna três dias antes e a tivesse escrito depois das eleições presidenciais, poderia dizer que hoje acordamos com um sol renovador pois vislumbramos um país melhor para o nosso futuro a médio prazo. Mas, mesmo sem saber o resultado, seja quem tenha vencido terá que suar a camisa para provar que pode ser melhor. Ouvi e li muita gente com a mesma reflexão de lamento por não termos melhores opções e cada um fazendo a sua aposta no que poderia ser o menos pior. O resultado está posto e resta a nós, eleitores e cumpridores dos impostos que custeiam a política, cobrar as ações e combater as falcatruas. Agora chega de disputa eleitoral. Um descanso. Ufa! Melhor é a piada pronta. Nos bastidores da imprensa cultural ocorre semanalmente (pelo que eu sei em todas as capitais) o que chamamos de cabine, uma sessão de cinema exclusiva para poucos jornalistas e críticos que assistem antes ao filme que vai estrear para escrever e antecipar aos leitores uma resenha ou crítica sobre o que o público verá na telona. Pois eis que na semana passada estava marcada uma cabine em Belo Horizonte do filme “Tim Maia”, que vai estrear quinta-feira (dizem). E? Foi cancelada. Assim como o síndico Tim Maia criou o mito dos shows que não se tinha certeza se iriam acontecer, uma vez que não se sabia se ele iria aparecer, porque muitas vezes ele não deu as caras, agora a cabine do Tim é que foi cancelada. Não sei é estratégia de marketing essa piada pronta, mas “Tim Maia” é o filme que ainda não vi e já gostei. O que vai chegar, sem piada, é o pedágio nas cercanias de BH. A empresa que ganhou a concorrência para o trajeto de Brasília a Juiz de Fora (de lá ao Rio de Janeiro a rodovia já está privatizada) trabalha a mais de 110 km por hora para começar a cobrar dos motoristas no começo do ano que vem. Com a lógica de precisarem concluir apenas uma parte mínima das obras de melhorias previstas, para estarem autorizados a cobrar a taxa de pedágio, aceleram para que logo, nós, motoristas, paguemos o restante das obras que serão feitas. Tem gente já fazendo economia para pagar o pedágio. Escutei no banco, um cliente conversando com o gerente e dizendo que até desistiu de ir ao show do Julio Iglesias agora em novembro no Palácio das Artes. O detalhe é que os ingressos vão de R$ 250 a R$ 900. Pedágio no Brasil é muito caro!

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