Apesar de queixas com biometria, eleição foi tranquila em Niterói

No primeiro turno, em 5 de outubro, os problemas com o sistema de biometria fez eleitores permanecerem votando até às 19h

iG Minas Gerais | Da Redação |

O segundo turno das eleições, no município de Niterói, região metropolitana do Rio, ocorreu com tranquilidade neste domingo (26). Bem diferente do primeiro turno, quando os eleitores precisavam esperar mais de três horas para conseguir votar em boa parte da cidade devido à identificação biométrica.

No primeiro turno, em 5 de outubro, os problemas com o sistema de biometria fez eleitores permanecerem votando até às 19h. Para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), do Rio, os problemas deste domingo foram pontuais. Apesar disto, em seções em Icaraí, por exemplo, os eleitores esperaram até 40 minutos para votar nesta tarde de domingo. No Clube Central havia sessões vazias enquanto em outras o eleitor esperava até meia hora na fila.

Já na faculdade de Veterinária da UFF (Universidade Federal Fluminense), as sessões não tinham fila e o tempo estimado de votação de cada eleitor era de cinco minutos. Pela manhã, a diretora geral do TRE-Rio, Adriana Brandão disse que o cálculo era de que cada eleitor fosse demorar um minuto para votar. "Tentei quatro vezes até conseguir votar. Mesmo assim, desta vez está mais tranquilo do que no primeiro turno", disse a economista Fernanda Rodrigues.

Mesmo no colégio estadual Leopoldo Fróes, no Largo da Batalha, que registrou problemas na seção 57, pela manhã, às 15h30 a situação estava praticamente regular.

Manhã

Segundo mesários, as pessoas preferiram votar pela manhã, o que até às 14h aumentou o tempo de espera e filas que chegavam a ter 60 pessoas para conseguir votar. Neste local, o tempo de espera chegava a 1h30. À tarde, a situação se regularizou. Pela manhã, eleitores em seções em Icaraí, Santa Rosa, Ingá, Pendotiba e Largo da Batalha ultrapassaram o número de oito tentativas estabelecido pelo TRE e precisaram ser liberados pelos mesários para conseguir votar. Os problemas causados com o sistema biométrico no primeiro turno levaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a enviar técnicos a Niterói para orientar mesários sobre a votação.

Neste domingo, todos os juízes das dez zonas eleitorais percorreram a cidade para informar o TRE sobre a votação. O corregedor regional eleitoral, Alexandre Mesquita está na cidade percorrendo os locais de votação para avaliar a situação no município.

Substituições

Até às 16h30, dez urnas foram trocadas no município por apresentarem problemas durante este domingo de votação. Segundo relatos de eleitores, algumas urnas do bairro de Piratininga, na região oceânica de Niterói, não mostravam a foto dos candidatos a governador do Rio após a confirmação do voto.

Os mesários nas seções e o TRE explicaram que algumas urnas utilizadas neste segundo turno são antigas, por isso, podem apresentar problemas nos procedimentos, mas garantem que o voto é computado no candidato escolhido pelo eleitor.

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