Vantagens de ser solteiro?

iG Minas Gerais |

Impressiona a taxa galopante de pessoas solteiras, divorciadas ou viúvas que vão engrossando as estatísticas e trazendo inquietantes questões aos que estudam aspectos sociais, comportamentais e antropológicos. Mas, em uma abordagem mais democrática e popular, digamos que viver só tem sido uma opção mais desejada por um número majoritário de todas as faixas etárias dos que já têm idade para acasalar. Mesmo para mulheres, que antes temiam o estigma de terminar “solteirona”, hoje não casar é visto como escolha consciente, assim como abrir mão de maternidade. Aspirações profissionais, desejo de seguir cátedra com doutorado e PhD, ou ainda, desejo de ir para cursos no exterior, seguir carreiras, ter um bom padrão de vida, viajar o mundo todo, enfim, ser livre, leve e solta. E não carregar sobrepeso, como marido acomodado, filhos (e o trabalho danado que dão, fora as despesas imensas que a razão conhece, embora o afeto e coração cismem em desconsiderar para padecer no paraíso), casa para cuidar. Afinal, há décadas, para elas, casamento era quase uma profissão, e olha que sem remuneração e com trabalho escravo, embarrigar um filho atrás do outro, ser rainha do lar, aguentar barriga no fogão, homem bêbado, sogro e sogra enchendo a paciência. É, como melhorou, né? Hoje, marido, filho, trabalho, chefe, trânsito, trabalho em casa, fazer dever com filho, reunião na escola, ficar magra, fazer unha, cabelo na chapa, prestação atrasada, e ainda tem de transar sem vontade. Ok! Mas tem sempre jovens, adolescentes, trintonas, balzaquianas, separadas e viúvas, querendo um “homem para chamar de seu”! Há gosto para tudo, e as mulheres, em geral, têm certa tendência a acasalar mais que os homens. Heranças ontológicas, falsa sensação de segurança ou até o desejo de um sexo gostoso, às vezes. Sim, pois pesquisas feitas em países nórdicos mostram que, entre as coisas que mais dão prazer às mulheres, sexo é apenas o nono entre dez itens, perdendo para sair com amigas, fazer compras, ver filmes, ficar com os filhos, ir ao salão, viajar, assistir TV, ouvir música, e o campeão, usar o smartphone nas redes sociais e nos games. Já os homens... Bem, homens em geral casam por obrigação, para garantir a fêmea, até que enjoe. Sim, existe a minoria dos bem-casados. O que dizer deles? Uns doces, literalmente. Mas estamos falando da grande massa, do feijão com arroz. Por isso, não espanta que mais de 73% tenham dito que nunca se casarão nem terão filhos, isso os nascidos entre 1978 e 2000. Pode ser, ou não. Mas como homem é predador, seu maior prazer é a conquista, o que convenhamos, as mulheres atuais não têm dificultado e, infelizmente, até facilitado, e o valor tem sido nenhum, a graça termina na balada ou no motel, e deletar é coisa comum. Que pena! Mulheres modernas, gerando homens brucutus! E depois reclamam! Ora bolas, quer o quê? Sejam difíceis e seletivas e, com certeza, teremos que evoluir, correr atrás, desenvolver habilidades e virtudes que, por hora, honestamente, são desnecessárias. Quase diria que os homens têm regredido tanto, andando em grupo, papo besteirol, movido a álcool ou droga pior, sem lucidez ou encanto, que quase viraram “homo eréctus”. Basta um pouco de testosterona no cérebro, corpo bombado, vazio na mente. Há sim, vida inteligente no universo masculino, talvez 1/3 valha a pena, sejam para casar. Querem dicas, meninas? Ou adoraram a primeira parte da coluna? Afinal, é essa a discussão atual: sendo pássaro, o que se deseja? Ter uma bela gaiola, com seu macho, botar ovinhos de vez em quando, chocá-los com carinho, no futuro uma algazarra, umas bicadas, a segurança da gaiola, a água, o alpiste e o mundo lá fora, tão perto, tão longe, tão intangível. Ou preferirá a liberdade do voo solo, o risco de bater as asas, fugir de predador, construir o próprio ninho, abandoná-lo e seguir viagem, ter o céu como teto e limite, a aventura como destino, o risco de morrer ou ser feliz. É, meus amigos e leitores, como diz o ditado, “o gramado do vizinho é sempre mais verde”.

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