Responsabilidades debatidas no Cafeto

A discussão em torno de responsabilidades e iniciativas ecoou por um bom tempo.

iG Minas Gerais | Gustavo Rocha |

A iniciativa e a interlocução entre teatro e escola não são novidades. No próprio Cafeto, outras experiências foram relatadas. Paulo Celestino, do Grupo XIX de Teatro (SP), mostrou um curto vídeo sobre o projeto Formação de Público, realizado pela Prefeitura de São Paulo na administração de Marta Suplicy, que tinha exatamente o foco proposto pelo Cafeto. Naquele registro, a maioria dos alunos entrevistados confessava experimentar seu primeiro contato com o teatro.  

Seguindo a mesma linha, Reginaldo Santos apresentou o projeto Conexão Galpão, realizado pelo Galpão Cine Horto desde 2002. Com foco em alunos de escolas públicas com idades entre 4 e 12 anos, o projeto abre espaço a espetáculos produzidos pelo próprio centro cultural belo-horizontino.

A discussão em torno de responsabilidades e iniciativas ecoou por um bom tempo. Com a presença do vereador Arnaldo Godoy e Cássio Pinheiro, diretor de ação cultural da Fundação Municipal de Cultura, os artistas cobravam iniciativas do Estado para a formação de público. Os representantes do município, por sua vez, ressaltaram a importância da participação de artistas e da sociedade civil organizada em espaços como o Conselho Municipal de Cultura.

“Eu creio que o Estado apenas organiza os desejos e anseios da população”, defendeu Pinheiro. Para Rodrigo Soares, integrante da associação No Ato, é importante que a experiência dos que militam na cultura seja reconhecida e desdobrada em políticas públicas. “Às vezes, o poder público faz projetos à revelia do que os artistas anseiam, sem consulta. Poderia ser uma mão dupla”. 

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