Reflexão profunda sobre o verdadeiro matrimônio

iG Minas Gerais |

Equipe Divina Madre
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A necessidade de união é muito evidente no ser humano. Mas há vários tipos de união. Se esses aspectos ainda não estiverem em harmonia, espera-se do outro uma espécie de compensação, ou seja, aquilo não encontrado em si. A união pode ser infeliz e não chegar a construir nada de superior no sentido espiritual. O relacionamento apresenta inúmeros conflitos e gera grande insatisfação. No princípio do relacionamento isso não aparece, porque a pessoa ainda está iludida de que vai complementar-se na outra. Só depois de algum tempo percebe ser isso impossível. Após várias desilusões, a pessoa vai descobrindo que a complementação tem de ser realizada em si própria. Vê que o masculino e o feminino devem estar pacificados em seu ser, para que a união com o próximo resulte em soma de energias evolutivas. É então que deixa de procurar complementação externa, passando a busca-la em si mesmo. Essa busca é um mergulho, decidido e direto. Quando a empreendemos, já não esperamos felicidade externa. Estamos esclarecidos, decididos. Assumimos por inteiro o caminho da união interna, que é um caminho silencioso. Pacificamo-nos com os demais, pois agora nada pretendemos deles. A verdadeira união não se realiza para suprir o que nos falta, mas para somar o que em nós e no outro já está em harmonia. Na verdadeira união somos almas a trabalhar no mesmo sentido, a concentrar energias para a obra de Deus na Terra. Isso quer dizer força redobrada, maior capacidade e mais recursos espirituais que vêm da alma. Na busca de um matrimônio interno, podemos adotar três diferentes formas de vida: a solitária, a em que se tem a colaboração de outro ser, ou a grupal. Vejamos algo sobre essas formas para eventualmente reconhecer qual é o nosso caminho no momento. Em qualquer dos três caminhos estamos expostos a ilusões. Os que buscam a união na chamada “vida solitária” podem confundir-se em determinado momento, ao pensar que por estarem nessa busca individualmente precisam isolar-se de tudo e de todos. Podem sentir-se pessoas separadas das demais, e esse é um dos perigos da vida solitária, que pode ser muito benéfica, se sadia. Quem está no caminho de buscar o matrimônio interno em colaboração com outro ser pode pretender que seu parceiro ou parceira seja igual a ele, ou achar que ele próprio pode corresponder a expectativas. Ambos podem enganar-se e pensar que vão unificar-se, que vão tornar-se uma só coisa, ou que deixarão de ser entes separados, sob certos aspectos. O terceiro caminho para as núpcias internas é o da vida grupal, e nele também nos expomos a ilusões. Podemos, por exemplo, achar que o grupo é formado apenas pelas pessoas que participam dele no plano físico, e assim ficar apegados ao lado tangível da vida, a quem está presente. Isso equivale a nos tornar rígidos ou sectários em confronto com outros grupos ou com outras pessoas. Se nos considerarmos almas, e não só pessoas humanas, vamos descobrir nossa realidade mais profunda, e também que somos, sim, parte de um grupo, porém interno e universal. Nas três modalidades de matrimônio é preciso que nos consideremos almas em evolução, e assim nos manteremos enfocados em um nível elevado, espiritual. De outro modo, vendo-nos apenas como pessoas humanas, separadas das demais, corremos o risco de nos iludir e de desperdiçar assim importante oportunidade de crescimento e de serviço à vida, ao planeta. Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br.

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