Rede mineira Ricardo Eletro faz 25 anos

No varejo, fundador da rede, Ricardo Nunes, diz que briga “loucamente” por preço para o consumidor

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Na loja da rua Curitiba, o empresário tenta vender 500 itens em 24 horas para entrar no “Guinness”
Washington Alves/Divulgação
Na loja da rua Curitiba, o empresário tenta vender 500 itens em 24 horas para entrar no “Guinness”

A rede mineira Ricardo Eletro está completando 25 anos no varejo brasileiro, e seu fundador, Ricardo Nunes, 45, acredita que não conseguiria erguer esse império agora. “Hoje, está mais difícil porque os mercados se consolidaram muito”. Nunes explica que, quando começou a vender eletrodomésticos, em Divinópolis, havia as grandes redes, mas elas não dominavam todo o interior como acontece no cenário atual. “Hoje, está muito concentrado”, analisa ele.  

Nesses 25 anos de história da Ricardo Eletro, Nunes diz que um dos maiores desafios foi quando ele saiu do interior de Minas e veio para a capital. “Foi um dos momentos mais difíceis e em que tive medo na minha vida. Tive que enfrentar as grandes redes (Casa do Rádio e Arapuã, na época). Depois, foi sair do Estado, e foram outros desafios, aliás, foram vários”.

Nunes também se lembra dos últimos quatro anos, quando fez sociedade com outras redes para criar a Máquina de Vendas. Fundada em 2010, a nova companhia faturou R$ 9,4 bilhões em 2013, tem 28 mil funcionários e 1.054 lojas. “Foi um período de decisão para transformar a empresa nesse tamanho”, explica Nunes, que também é vice-presidente do Conselho de Administração da Máquina de Vendas.

Agora, o desafio é outro. Nunes pretende manter o número de lojas da Ricardo Eletro – 286 unidades – e quer crescer cada vez mais na loja virtual.

Sobre o momento atual do mercado, o executivo diz que o varejo não tem experimentado a explosão de vendas. “Mas também não senti nenhuma crise. Enquanto o pessoal está empregado, o consumo está normal”, avalia. Por isso, Nunes acredita que o crescimento da Máquina de Vendas neste ano será em torno de 14% a 15% em relação ao ano passado. “Então, não está ruim”, observa.

Diante das outras marcas, Nunes afirma que o diferencial da Ricardo Eletro é que ele “briga loucamente por preço”, o que, segundo o executivo, não existia no varejo antigamente. “Toda vida, o varejo gostou de comprar por R$ 100 e vender por R$ 200. E eu criei uma nova maneira de vender eletrodomésticos que é a de ganhar no volume vendido”. Ele explica a estratégia dando um exemplo: que prefere vender 20 mil peças por R$ 800 a vender mil peças por R$ 1.000. “O Ricardo prefere ganhar no volume, e não em poucas peças”, conclui.

286 lojas distribuídas pelo país tem a Ricardo Eletro

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